Estruturas estão a 13 bilhões de anos-luz de distância. Nova câmera de infravermelho é 40 vezes mais eficiente que a anterior.

O centro de informações do Hubble em Garching, Alemanha, informou que o telescópio espacial identificou pela primeira vez uma “população primordial” de galáxias compactas a 13 bilhões de anos-luz de distância (de 600 milhões a 800 milhões de anos após o Big Bang). Assim o Huble quebrou seu próprio recorde de distância.

Trecho da edição de 06/01/2010 do “Bom Dia, Brasil”, da Rede Globo

Os dados, coletados pela câmera de infravermelho do telescópio, a WFC3, foram analisados por cinco equipes internacionais de astrônomos. Interpretações preliminares foram apresentadas em Washington, EUA, na 215ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS). “As massas [dessas galáxias] representam apenas 1% da massa da Via-Láctea”, afirmou Ivo Labbe, do Instituto Carnegie.

As estrelas das quatro galáxias observadas eram bem diferentes do Sol. “Elas eram tão azuis que deviam ser extremamente deficientes em elementos químicos pesados. Portanto, representam uma população com características primordiais”, afirmou em comunicado à imprensa Rychard Bouwens, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, um dos cientistas que anunciaram a descoberta.

A WFC3, instalada por astronautas do ônibus espacial Atlantis em maio do ano passado, é cerca de 40 vezes mais eficiente que a anterior. O Hubble obteve em quatro dias de observação o que levaria quase seis meses para registrar com os instrumentos velhos.  Imagens da mesma região já haviam sido feitas pelo Hubble, mas em luz visível, indo a até 12,7 bilhões de anos-luz de distância.

Quanto mais profundamente o Hubble “olha” no espaço, mais “recua no tempo”, porque a luz consome bilhões de anos para cruzar o universo observável. Segundo a equipe que coordena o telescópio espacial, isso transforma o Hubble, com uma certa liberdade poética, numa “máquina do tempo”.

“Com o Hubble rejuvenescido e seus novos instrumentos, estamos agora entrando em território não mapeado, pronto para novas descobertas”, comemorou Garth Illingworth, também da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Um novo telescópio espacial, o James Webb, muito mais potente que o Hubble, será lançado em 2014 para aprofundar a busca pela origem do Universo.

O Hubble é mantido por um consórcio entre a NASA e a ESA.

 

Fontes: FolhaOnline e G1

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