Entenda como ufólogos costumam dividir os contatos feitos com tripulantes de discos voadores. Confira alguns exemplos de cada tipo. 

A primeira coisa que eu quero fazer é pedir desculpas pela demora na publicação da "Palavra". Todo mundo dá uma relaxada nas férias. Eu por exemplo, até entrei no modo de economia de energia. Tive insônia algumas noites. Até troquei oficialmente o horário do sono alguns dias. Durante o ano, estou a costumado a acordar pouco antes das 5h. Nessas férias, às vezes eram 7h e eu nem tinha conseguido dormir ainda…

Nos episódios de total ausência de sono, passava a noite tentando escrever algo para publicar. O problema é que o modo de economia de energia limita a capacidade dos meus neurônios. Na falta de um bom texto, corri para o botão vermelho. Isso mesmo! Quebrei o vidro de emergência! Resolvia falar dum assunto do qual já tratei aqui algumas vezes: ufologia. Dessa vez, não vou simplesmente contar um caso ou dois. Vamos assumir uma abordagem diferente.

Quem está começando a pesquisar sobre o assunto pode se confundir com os diferentes "tipos" de ETs envolvidos nos casos. Alguns acham que isso é uma prova de que tais relatos não se baseiam em fatos reais. Mas a questão chave é que não estamos sendo visitados por apenas uma "raça" Alguns ufólogos até defendem a divisão de reinos e famílias.

A maioria é de forma humanóide básica. Mas mesmo esse grupo é bem variado: pequenos e grandes; várias cores de pele, principalmente o verde (clássico), o cinca (…), o branco-pálido e os tons da pele humana; cabeças grandes, pequenas, com capuzes, capacetes; diferentes orelhas, olhos nariz e boca; mais ou menso do que cinco dedos nas mãos; rostos ovais, quadrados, angelicais, disformes; ruivos, loiros, grisalhos, morenos, carecas… Sem falar dos "andróides" e "robôs".

I don’t speak terrestrial  E como alguém que veio de tão longe consegue se comunicar tão bem com as pessoas (como relatado em alguns casos)? Um meio de comunicação muito usado é a telepatia. Acha que ainda assim a língua seria um problema? Na realidade, não. Não se transmite uma palavra e sim uma ideia.

Vamos supor que eu só saiba português e queira me comunicar telepaticamente com uma pessoa que só sabe inglês. Eu quero transmitir "seu celular está tocando". Não serão passadas as palavras e sim o que elas "representam". Assim, quando eu "disser" "seu celular", a pessoa vai pensar no celular e pode "ouvir" "your mobile phone". No final, ela "se dará conta" de que o celular está ligando ou "ouvirá" "your mobile phone is ringing" na mente.

Dessa forma, as pessoas contatadas "sentem" ou "escutam" as palavras vindas dos extraterrestres. Em alguns casos, as pessoas dizem que também conseguem "falar" e não só "ouvir".

Além da telepatia e símbolos, há o uso de linguagens, principalmente sinais com as mãos e desenhos. Geralmente, separa-se a linguagem dos ocupantes das naves em dois grupos:

  • Conversas entre eles, usualmente descritas como "palavreados estranhos", sons guturais, latidos, grunhidos (como o dos porcos), sons de vacas, rãs e gansos. Há que relate idiomas parecidos com o alemão, com um som "k" recorrente; voz rouca; musical; etc.;
  • Diálogo com testemunhas:
    • Linguagem conhecida. Apenas espanhol, inglês, português e francês foram usados, pelo que se sabe;
    • Linguagem desconhecida.

Encontros e desencontros  Os gestos com as mãos espalmadas (geralmente com a direita) se assemelham a sinais de cumprimento e despedidas. Esses incidentes se incluem nas visualizações – uma categoria de contato. As visualizações se caracterizam pelo típico avistamento dos seres. Parte dos episódios apresenta gesticulação e diálogo.

Como exemplo, podemos tomar o ocorrido no dia 27 de junho de 1959 em Boinai, Papua Nova Guiné. Junto ao Reverendo William Gill, trinta e oito membros de uma missão anglicana foram testemunhas do voo de dois OVNIS. Na cúpula de um deles, foram vistas quatro figuras que pareciam controlar o objeto. O Reverendo acenou para eles e obteve resposta. Depois, com uma lanterna, enviaram sinais luminosos que também foram respondidos.

 

Há várias situações em que o contato aconteceu de forma não-amigavel. São os famosos casos que envolvem ataques, lutas, ferimentos e até mortes. É importante destacar a falta de informações confiáveis em alguns casos e a própria natureza do fenômeno. Assim, de certa forma, seria um equívoco julgar a intenção e as ações dos seres de procedência não-terrestre. Feito o lembrete, vamos conferir alguns casos.

Em 21 de outubro de 1971, na província de Las Hurdes, na Espanha, Nicolás Sanchez estava cavelgando quando um luz se colocou em seu caminho e o fez cair do cavalo. Nove dias depois, Nicolás faleceu. Não hove explicação para seu óbito na época. Hoje cogita-se a hipótese de irradiação.

Entre 21 e 22 de agoste de 1955, em Kelly Hopkinsville, Kentucky, EUA, Billy Ray Taylor e outras testemunhas viram um OVNI sobrevoando a cidade. O cachorro de Billy latia muito e o homem percebeu uma criatura cinza se aproximando de sua casa. Ela tinha 1m de altura, cabeça oval, olhos amarelos brilhantes localizados nas laterais da cabeça, boca grande e orelhas de elefante. Era careca e caminhava com os braços esticados. Possuia garras no lugar das mãos. Outras foram vistas pelas redondezas. Mesmo tendo disparado contra elas, nenhum corpo foi encontrado. Ficaram conhecidos como "Duendes de Hopkinsville".

 Desenho representando um "Duende de Hopkinsville" (Foto: The Iron Skeptic)     Esquete dos seres vistos em agosto de 1955 em Kelly Hopkinsville (Foto: The Iron Skeptic)     Representação dos "Duendes de Hopkinsvile" (Foto: The Iron Skeptic)

Após boatos da visão da queda de um estranho objeto em Gdynia, Polônia, um ser humanoide foi visto vagando pela região em 21 de janeiro de 1959. Levado a uma clínica médica para observação, ele só teve seu "uniforme" retirado com o uso de ferramentas. Assim que seu bracelete foi tirado, faleceu. Um exame post-mortem indicou, além do número anormal de dedos, um sistema circulatório em espiral e uma estranha disposição de órgãos internos.

Um terceiro tipo de contato é o inteligente. Mesmo geralmente sendo descritos como amigáveis, também podem ser forçados. Há casos que, além de conversas, incluem viagens, mensagens diversas e até curas de doenças. O caso do Reverendo Gill, descrito acima, pode ser incluido na lista destes contatos. Vamos ver alguns dos inúmeros relatos de contatos inteligentes.

Era 25 de outubro de 1957 quando uma moça – filha de um rico fazendeiro em Petrópolis (RJ) – com câncer no estômago sentia muitas dores. À noite, ela e sete parentes em seu quarto viram a luz brilhante de uma nave que pousou ao lado da casa. Duas criaturas de 1,20m, olhos verdes e longos cabelos loiros entraram na casa e foram até o quarto. Uma delas ficou sabendo da doença por telepatia com o pai da jovem. A outra usou uma luz branco-azulada para examinar os órgãos internos da enferma, visualizando o tumor e retirando-o. Uma caixa globular com trinta pílulas brancas foi entregue ao pai. As pílulas deveriam ser ministradas diariamente à jovem. O médico da menina constatou completa cura dois meses mais tarde.

Por volta das 11h de 18 de abril de 1961, o fazendeiro Joe Simonton viu um objeto estático no ar a alguns metros de distância. Havia uma abetura em sua lateral. Através dela, Simonton viu três seres descritos como "italianos". Tinham cabelos, pele e trajes escuros e 1,50m de altura. Um deles pediu á gua ao fazendeiro – que atendeu prontamente. Em troca, ele recebeu três panquecas bem semelhantes às "feitas pelos humanos", a não ser pela completa falta de sal.

Em janeiro de 1965, Sid Patrick, morador de Watsonville, Califórnia, avistou um disco voador de 20 metros de diâmetro pousado. Então, escutou uma voz que dizia para se aproximar pois não lhe seria feito mal. Dentro da nave, ele encontrou oito seres (incluindo uma mulher) de aparência totalmente humana. Um deles se comunicava com Sid em inglês dizendo ser o único com tal capacidade. Deixaram Patrick observar o interior da nave e até ofereceram um passeio aereo. Diseram que vinham de um planeta no Sistema Solar, porém invisível da Terra. Também disseram estar em missão de observação, mas que tal trabalho deveria ser feita pelos terrestres. Patrick foi deixado a 300 km de sua casa.

E agora?  Por mais que céticos digam que não há evidência física, uma prova palpável, tal evidência existe! E não é singular. Mesmo que não existisse, quando tanta gente diz ter vivido estas experiências, deve-se dar certa atenção ao assunto. E não é preciso tanto para perceber que é realidade, mesmo sem o apoio da "ciência oficial". Há casos de "grandes céticos" que passaram a acreditar após viverem situações que os colocaram cara a cara com o fenômeno. É claro que, em parte, também é um fenômeno social. Quando vemos na TV que alguém disse ter visto um OVNI, ficamos mais atentos e mais inclinados a ver um também. Se não há muito tempo que você passou a pesquisar a respeito, estará mais sucetível a "ver algo" após ler este texto. Isso causa parte dos muitos erros de indentificação e até algumas alucinações que estão por trás de uma boa parte dos avistamentos.

 

"Ausência de prova não é prova de ausência."

– Carls Sagan (1934-1996), astrônomo

 

Eduardo Oliveira,

editor

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