Sonda promete mudar nossa visão sobre planeta. Grande núcleo intriga cientistas.

A Messenger será a primeira sonda a orbitar Mercúrio, que já foi visitado pela Mariner X, que realizou várias passagens pelo planeta nos anos 1970. A Messenger já fez três passagens pelo planeta e deve entrar na órbita dele em 17 de Março.

A equipe da missão esboçou detalhes a cientistas numa conferência em Washington, capital dos EUA.

Quando a Mariner visitou Mercúrio em 1974, enviou fotografias do que parecia, no momento, um planeta desinteressante se comparado com Vênus, Marte e os gigantes gasosos do Sistema Solar.

Mas, segundo a Drª Nancy Chabor, cientista da Messenger, Mercúrio foi "subestimado". Observações a partir da Terra começaram a mostrar que o planeta pode bem ser único por ser entediante.

É um mundo de extremos. Mesmo sendo o mais próximo do Sol, possui gelo nos pólos. E, ao contrário de todos os outros planetas do Sistema Solar interno, possui um grande núcleo metálico.

Cientistas planetários começaram a achar que entender Mercúrio pode ser a chave para entender como todos os planetas rochosos do Sistema Solar interno se formaram. E, assim, nasceu a missão Messenger.

Segundo Chabot, "O que você pode aprender quando está em órbita é muito diferente de quando está apenas sobrevoando e colhendo dados enquanto vai. Isso vai mesmo revolucionar o que sabemos sobre este planeta."

A Messenger será a primeira espaçonave a estudar em detalhes a  geologia de Mercúrio. Em particular, cientistas estão interessados em dados do gigantesco núcleo do planeta.

Há três teorias sobre como o planeta veio a ter tal estrutura interna: foi criado assim; era muito maior e um grande impacto retirou muito da crosta rochosa; era muito maior e um evento solar vaporizou parcialmente sua superfície – a mais intrigante.

A Messenger deve ajudar a determinar qual teoria é a correta.

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