Simulação levou seis semanas para ser feita. Processo dura apenas 35 milésimos de segundo.

Por meio de uma simulação feita por um supercomputador, cientistas comprovaram que a emissão de raios gama (Gamma Ray Bursts, GRBs) – as explosões mais brilhantes do universo – podem ser causadas pela colisão entre duas estrelas de nêutrons.

Uma estrela de nêutrons é o que resta de uma estrela muito mais massiva que o Sol que entra em colapso e explode. Esses corpos são bastante densos, com sua massa concentrada numa esfera com pouco menos de 30 km de diâmetro.

Quando as estrelas de nêutrons colidem, dão origem a um buraco negro, liberando grande quantidade de energia. O campo magnético das estrelas em colisão se organiza de tal maneira que se formam jatos com partículas que se movem quase na velocidade da luz. Esses jatos geram a emissão de raios gama.

“Pela primeira vez, conseguimos rodar a simulação para além da colisão e da formação do buraco negro”, afirmou Chryssa Kouveliotou, pesquisadora do Centro Marshall de Voo Espacial, nos EUA, uma das coautoras do estudo.

Simulação da colisão de estrelas de nêutrons e da emissão de raios gama em etapas (Foto: NASA/AEI/ZIB/M. Koppitz e L. Rezzolla)

A simulação levou mais de seis semanas para ser feita, num grupo de computadores do Instituto Albert Einstein, em Potsdam, no Leste da Alemanha. O processo que ela descreve dura apenas 35 milésimos de segundo, cerca de um terço do tempo de um piscar de olhos.

Anúncios