Manchas solares giratórias torceram campo magnético. "Quebra" do campo liberou energia.

A maior labareda solar registrada nos últimos cinco anos foi desencadeada pela interação de cinco manchas solares rotativas, de acordo com a análise de imagens, feitas pela NASA, apresentada por pesquisadores da Universidade de Central Lancashire durante reunião da Royal Astronomical Society do Reino Unido.

A labareda solar e, nos destaques, um quadro da atividade no local e das manchas solares (Foto: divulgação)

"Nas manchas solares, o campo magnético gerado pelo interior do Sol atravessa a superfície e chega à atmosfera", explicou o pesquisador Daniel Brown, autor da apresentação. "Torcer o campo magnético do Sol é como torcer um elástico. Energia vai se acumulando no elástico, mas se a torção for excessiva, ele se quebra, liberando essa energia".

Da mesma forma, prossegue Brown, as manchas solares rotativas acumulam energia no campo magnético solar. Mas se elas giram demais, o campo se quebra, liberando a energia sob a forma de luz e calor.

A labareda ocorreu em 15 de fevereiro deste ano, e foi a maior explosão registrada no Sol desde 2006.

Acompanhando cinco dias de observações realizadas pela sonda Solar Dynamics Observatory (SDO), da NASA, Brown descobriu que a região ativa que havia explodido continha cinco manchas solares de origem recente.

Todas as cinco giraram entre 50 e 130 graus, algumas em sentido horário e outras em sentido anti-horário, durante os cinco dias de observação.

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