União Astronômica Internacional reconhece amadores. Descobertas podem ser enviadas pela internet para avaliação.

A popularização e o barateamento dos custo dos equipamentos criou, nos últimos 20 anos, uma enxurrada de novos astrônomos amadores com capacidade de fazer descobertas relevantes na área.

A IAU (União Astronômica Internacional) percebeu o potencial dessa "mão de obra" e hoje o crivo dessa comunidade é parte fundamental no processo de validação das novas descobertas.

Uma das iniciativas nesse sentido é o Minor Planet Center. Subordinada à IAU, a iniciativa ajuda no monitoramento da órbitas de corpos menores, como asteroides, cometas e alguns satélites de outros planetas.

Quando alguém encontra um possível novo objeto desses tipos, pode publicar as coordenadas para a descoberta no site da iniciativa para ser avaliada e confirmada por outros astrônomos.

Normalmente, há mais de uma centena de objetos a serem verificados. E não faltam interessados em se dedicar a encontrá-los.

"É gente do mundo todo. Com vários tipos de equipamentos. Dos mais simples a grandes telescópios", diz Paulo Holvorcem, que conseguiu a confirmação de seu último cometa usando o Minor Planet Center.

Após ter sido referendado pela plataforma, o cometa recém-descoberto pelo físico brasileiro foi reconhecido oficialmente pela IAU.

Saiba mais: "Brasileiro cria software e caça cometas em casa", 13/06/2001

Tecnologia  A modernização das ferramentas de observação disponíveis para astrônomos amadores de um grande impulso à revisão por pares na área da astronomia.

"Quando eu comecei, era preciso passar as noites em claro, lutando contra o frio e contra o sono, para não perder as observações", diz Holvorcem.

Agora, é possível programar com precisão as coordenadas do telescópio. E isso pode ser feito a milhares de quilômetros de distância. Também já não é mais preciso passar longas madrugadas acordadas. Com as câmeras digitais com preços acessíveis, qualquer astrônomo de fim de semana pode gravar suas observações para assistir no horário que for mais conveniente.

Na palma da mão  Também já existem vários softwares no mercado, que vão desde os de observação simples até os que usam algoritmos supercomplexos.

O sucesso tem sido tão grande que vários smartphones já tem aplicativos específicos para observações. Basta apontar o telefone para o céu que o programa e o GPS do aparelho se encarregam de mostrar onde estão estrelas e planetas naquele ponto.

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