Queda deve ocorrer entre 22 e 23 de setembro. Satélite de pesquisa atmosférica foi desativado em 2005.

Um satélite desativado do tamanho de um ônibus vai cair em algum lugar da Terra nesta semana, provavelmente entre a quinta (22/09/2011) e a sexta-feira (23).

A informação é da NASA, que afirma, porém, que as chances de que alguém seja atingido são mínimas – cerca de 1 em 3.200.

O UARS (Upper Atmosphere Research Satellite, Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera), da NASA, tem 10,7 m de comprimento, 5,9 toneladas e dez instrumentos para estudar a atmosfera terrestre e custou US$ 750 milhões. Foi lançado pelo ônibus espacial Discovery em 1991 e funcionou até 2005 fazendo pesquisas atmosféricas, como sobre a camada de ozônio.

Desde então, ele é apenas um entre vários satélites mortos e outros objetos que sujam a órbita do planeta. De acordo com a NASA, há "pelo menos" 20 mil fragmentos com mais de 10 cm nos arredores terrestres.

Nesse "lixão espacial", há desde satélites inteiros desativados até peças de foguetes e naves. Também entram na conta câmeras fotográficas e até uma luva "perdidas" por astronautas.

No início do mês, um relatório do Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA – entidade privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica – afirmou que os detritos espaciais chegaram a um "ponto crítico".

Em junho, o lixo espacial forçou a evacuação da Estação Espacial Internacional (ISS). Os astronautas tiveram que se refugiar na nave Soyuz porque um pedaço de satélite passaria muito próximo. Felizmente, o objeto se desviou e a tripulação pode retornar logo depois.

Saiba mais: "Tripulação deixa ISS por ameaça de colisão com lixo espacial", 29/06/2011

O laboratório orbital foi projetado para resistir ao impacto de pequenos objetos, mas um de grandes proporções seria desastroso. Por isso, a nave conta com um sistema que permite desviá-la da rota do lixo desgovernado.

Para que isso aconteça, porém, é preciso que o objeto seja detectado com antecedência. Com a quantidade crescente de dejetos, monitorar isso tudo é cada vez mais caro e complicado.

Concepção artística do UARS (Foto: EFE)

Solução  Apesar de desejável, ainda não é possível fazer uma faxina espacial. Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Mas os cientistas continuam tentando.

Entre as alternativas apresentadas, há desde a criação de um sistema de redes gigante que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota.

Riscos  Embora sempre exista a possibilidade de cair na cabeça de alguém, o maior risco mesmo, diz a NASA, é o de que o lixo se choque com satélites ou naves.

Vagando no espaço, até um fragmento mínimo pode provocar um grande estrago ao colidir com uma nave ou um satélite. Com isso serviços como GPS e transmissões de TV e internet seriam gravemente prejudicados.

A NASA, em comunicado, diz que "não há até o momento informes confirmados de lesões resultantes do reingresso de objetos espaciais".

A agência acredita que a maior parte do UARS será incinerada ao entrar na atmosfera, mas alguns pedaços devem cair na Terra, em locais "impossíveis de precisar" dentro de um raio de 800 km.

Calcula-se que a massa do satélite a voltar à Terra seja de 532 kg.

Por meio de um comunicado, a NASA pede que as pessoas tomem cuidado caso encontrem algo que desconfiem ser parte do equipamento. "Se você encontrar algo que você acha que pode ser um pedaço do UARS, não toque nele. Entre em contato com um oficial local para assistência."

Solução  Apesar de desejável, ainda não é possível fazer uma faxina espacial. Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Mas os cientistas continuam tentando.

Entre as alternativas apresentadas, há desde a criação de um sistema de redes gigante que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota.

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