Satélite seria utilizado para telecomunicações, incluindo frequencias militares. Plano foi apresentado a presidenta.

O Brasil tem até 2014 para lançar seu primeiro satélite geoestacionário, e para isso cogita não montar o equipamento no país e comprá-lo pronto. Esse satélite será usado para serviços de telecomunicações e uma pequena parte para o Ministério da Defesa.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a compra está prevista num plano já apresentado e aprovado pela presidenta Dilma Rousseff, que concordou com a possibilidade de não fabricar o satélite para não atrasar o cronograma.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) deu o prazo de 2014 para que o Brasil lance seu satélite, correndo risco de perder sua vez para outro país, caso desrespeite a data. "Se necessários, podemos até tentar negociar uma prorrogação, mas em tese teríamos que voltar para o fim da fila", completou o ministro. O orçamento disponível até a data do lançamento é de R$ 716 milhões.

O primeiro satélite geoestacionário será voltado principalmente para a área de telecomunicações, participando do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Mas parte dele – entre 15% e 20% da capacidade total – será direcionado para uma frequência a ser operada pelas Forças Armadas

O plano apresentado para a presidenta também inclui um segundo satélite geoestacionário, que deverá ter uso nas telecomunicações e nos serviços de meteorologia. Até hoje o país não tem um satélite próprio para esses serviços.

Na avaliação de Bernardo, há tempo para montar ambiente favorável à construção do satélite de 2018, mas sobre o de 2014 ainda há incertezas. "Nós vamos fazer uma prospecção no mercado para saber se é possível fazer algumas etapas aqui, como a montagem. Para isso poderemos inclusive nos associar com empresas privadas que tenham condição de nos ajudar. A ideia é desenvolver no Brasil capacidade montar os satélites", acrescentou o ministro.

Outro satélite, menor e de órbita mais baixa, será lançado em 2012 para monitoramento da Amazônia. Um grupo de trabalho composto por Defesa, Comunicações e Ciência e Tecnologia estão estudando o plano de satélites brasileiros.

Esse grupo deverá apresentar em dois meses um diagnóstico sobre a possibilidade de construção do satélite no país.

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