A 350 quilômetros da Terra, os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) têm uma vista privilegiada de nosso planeta. Além de verem países, continentes e oceanos, eles também observam um fenômeno atmosférico que pouquíssimos humanos já viram.

A tripulação da ISS vê de raios de aparência estroboscópica entre as nuvens a fitas onduladas de auroras e compartilha suas visões conosco por meio de fotografias.

Um fenômeno que não é visível da superfície mas aparece com frequência nas imagens dos astronautas é uma faixa nebulosa e brilhante conhecida, em inglês, como airglow.

O airglow, uma reação fotoquímica que ocorre na alta atmosfera, é criado por átomos,moléculas e íons que foram excitados por radiação ultravioleta do Sol. A voltar ao seu estado normal, eles liberam a energia como luz visível, infravermelha e ultravioleta.

Airglow vist em imagem feita a partir da órbita

A luz é mais visível em fotos quando a ISS está orbitando sobre o lado noturno do planeta, como na foto acima. Embora presente ao redor de todo o globo, o fenômeno aparece como uma faixa fina sobre o limite do planeta porque observar a atmosfera de um ângulo raso – ao invés de olhá-la diretamente – aumenta dramaticamente a visibilidade relativa da camada.

A maior parte do airglow visível é criado por átomos de oxigênio e moléculas que emitem um brilho verde, também visto com frequência em auroras. outros elementos do airglow são átomos de sódio íons de nitrogênio. Enquanto estes elementos então presentes em muitas camadas atmosféricas, a região que brilha visivelmente se restringe a uma região de 85 a 95 quilômetros do chão e com espessura de 6 a 10 quilômetros. A razão para isso é que, abaixo destas altitudes, os átomos e moléculas são mais concentrados e colidem mais prontamente, liberando sua energia mais cedo, e, acima, a densidade dos átomos é muito baixa para causar colisões.

Há outros fatores envolvidos no fenômeno do airglow, como temperatura e altitude, além de diferentes tipos de airglow, dependendo do momento do dia em que ocorrem.

Fonte: "What’s That Eerie ‘Airglow’ Astronauts See?", Space.com

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