Dados de NPP vão melhorar a previsão meteorológica e entendimento do aquecimento global. Espaçonave de duas toneladas custou US$ 1,5 bi.

A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço estadunidense (NASA) lançou nesta sexta-feira (28/10/2011) da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, o primeiro satélite de observação das mudanças climáticas, que também registrará as principais variáveis meteorológicas.

O foguete Delta II da United Launch Alliance, com o satélite National Polar-orbiting Operational Environmental Satellite System Preparatory Project (NPP) decolou às 3H48 no horário local (7H48 de Brasília).

Rastro de luz no caminho aparente do Delta II levando o satélite NPP (Foto: NASA)

O satélite, que tem o tamanho de um veículo utilitário e pesa 2,13 toneladas, tem sua órbita a 824 quilômetros de altitude e orbitará a Terra quase 14 vezes por dia.

Este satélite, com um custo aproximado de US$ 1,5 bilhão, representa a primeira missão concebida para compilar dados essenciais para melhorar as previsões meteorológicas a curto prazo e ajudará a entender melhor o aquecimento global a longo prazo.

O NPP tem cinco instrumentos que permitirão estudar a temperatura e a água na atmosfera, o impacto das nuvens e dos aerossóis na temperatura, e a resposta das plantas terrestres e marinhas às mudanças ambientais. O satélite também rastreará os níveis de ozônio e poeira atmosférica e fará observações do gelo no mar, sobre terra e as geleiras no mundo todo, inclusive sobre quanta luz solar é refletida pelo gelo.

Os cientistas esperam que o NPP traga uma melhor compreensão da mudança climática e seu impacto.

A espaçonave é uma parceria entre a NASA e Administração Nacional Oceânica e Atmosférica estadunidense (NOAA), com participação do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O satélite é uma das 14 missões de observação da Terra atualmente administradas pela NASA.

Ele deve ficar em órbita até 2017, quando deve ser substituído por um satélite da próxima geração, o JPSS-1.

Delta II decola com NPP (Foto: NASA)

Na quinta-feira (27), a NASA firmou um acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB) para desenvolvimento de pesquisas sobre a camada de ozônio e o regime de chuvas no planeta. A carta de intenções, no entanto, não prevê a construção de um satélite.

Fontes: Folha Online, G1, R7, Último Segundo

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