Satélite deve operar por cinco anos em imageamento. Custo total foi de mais de R$ 130 mi

O satélite Fasat-Charlie, com o qual o Chile quer ingressar de forma definitiva na corrida espacial, foi lançado nesta sexta-feira (16/12/2012) de uma base na Guiana Francesa a bordo do foguete Soyuz ST, da Arianespace, que também levava cinco satélites franceses.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, e o ministro da Defesa, Andrés Allamand, supervisionaram a decolagem do foguete no Centro de Controle de Satélites, situado na base aérea El Bosque, em Santiago.

O lançamento aconteceu no Centro de Controle Júpiter, na cidade de Kourou, na Guiana Francesa, onde o ministro da Defesa chileno esteve na sexta-feira passada para conhecer pessoalmente os detalhes da operação. O foguete partiu às 0h04 de Brasília e o satélite chileno se soltou dele às 3h29.

Lançamento do Soyuz ST, da Arianespace, em 16/12/2011

O terceiro momento chave do lançamento ocorreu às 5h34, quando o satélite estabeleceu seu primeiro contato com a Terra através de uma antena na localidade sueca de Kiruna, próxima ao Polo Norte, telecomandada pelo Chile.

Calculou-se que, às 9h18, manteria um segundo contato, desta vez com o Chile, através do Centro de Controle de Satélites, construído para a operação do dispositivo.

Sucesso  No sábado (17), técnicos da Força Aérea do Chile (FACh) em Santiago conseguiram entrar em contato com o satélite, indicando que ele entrou em órbita com sucesso.

"Às 11h18 locais [12h18 de Brasília] conseguimos efetuar pela primeira vez o contato com o satélite da estação orbital de Bosque. Os marcos que compõem a fase inicial de lançamento e a colocação em órbita do satélite chileno foram concluídos com sucesso", comemorou o ministro.

O modelo lançado, um Sistema Satelital de Observação Terrestre (SSOT), foi desenvolvido na agência espacial francesa (CNES) e pelo consórcio europeu EADS Astrium.

O satélite, com vida útil de cinco anos, irá gerar imagens que serão utilizadas em trabalhos como inteligência e monitoração de fronteiras, e também em aplicações civis, como planejamento agrícola e urbano, controle de desastres e proteção do meio ambiente. Após um mês e meio de testes, as primeiras imagens podem estar disponíveis dentro de dois meses, segundo disse nesta sexta-feira o comandante da FACh, Cristián Estuardo.

O projeto teve um custo total de US$ 72 milhões (R$ 133,6 mi), incluindo a construção do centro de controle, a capacitação do pessoal da FACh e o envio do satélite. Este é o terceiro satélite que o Chile manda ao espaço, e com ele pretende ingressar de forma definitiva na corrida espacial, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.

O primeiro, o Fasat-Alfa, foi lançado em 1995, mas não conseguiu soltar-se de seu foguete. Já o segundo, o Fasat-Bravo, foi posto em órbita em 1998 e esteve operacional até 2001, quando apresentou falhas ao recarregar suas baterias.

Fonte: R7

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