Os Cavaleiros do Ar

Direção: Gérard Pirès
Ano de lançamento: 2005
Duração: 102 min.
País: França
Estúdio: Mandarin Films, Outsider Productions, Black Forest Films, CMW Films, Canal+, M6 Films
Distribuidora (Brasil): Imagem Filmes
Roteiro: Gilles Malençon, Gérard Pirès, (quadrinhos:) Jean-Michel Charlier, Albert Uderzo
Produção: Eric Altmeyer, Nicolas Altmeyer, Laurent Brochand, (assoc.:) Christopher Granier-Deferre, (co. e assoc.:)Christoph Hahnheiser
Elenco: Benoît Magimel, Clovis Cornillac, Géraldine Pailhas, Alice Taglioni, Philippe Torreton, Rey Reyes, Jean-Baptiste Puech, Peter Hudson, Christophe Reymond, Fiona Curzon, Omar Berdouni, Jean-Michel Tinivelli
Música: Chris Corner
Fotografia: Pascal Lebègue
Edição: Véronique Lange
Efeitos especiais: La Maison

Este  filme – do qual sou fã – se baseia numa série de quadrinhos dos anos 1967-69 "Tanguy et Laverdure", que introduziu dois heróis Tanguy e Laverdure na cultura popular francesa. Também houve duas séries de TV relacionadas: "Les Chevaliers Du Ciel" (1967-70) e "Les Noveaux Chevaliers du Ciel" (1988-91).

A série 2000 do caça Mirage, da fabricante francesa Dassault, está sendo apresentada na feria aeronáutica de Farnborough, Inglaterra. Num voo de exibição, a aeronave de última geração é roubada portando armamento. Dois pilotos da Armée de l’Air (força aérea francesa) – Antoine "Walk’n" Marchelli e Sebastian "Fahrenheit" Vallois – conduzindo um exercício no Mar do Norte recebem a missão de encontrar e controlar o caça roubado. Eles o encontram voando próximo a um avião comercial da Qatar Airlines e são atacados por ele. "Walk’n" não obedece a ordem de abandonar a perseguição e derruba a aeronave inimiga – que se preparava para atirar contra seu amigo.

As evidências são forjadas por um esquadrão de inteligência que alega que o caça havia sido roubado por um de seus agentes a fim de testar a segurança do espaço aéreo, assunto mais delicado após 11 de setembro de 2001.

Ao retornar para sua base, os dois pilotos recebem ordens de restrição de voo e recebem a tarefa de treinar duas pilotos estadunidenses. Posteriormente, a investigação do ocorrido no Mar do Norte – baseando-se em provas forjadas – acusa Vallois e Marchelli de insubordinação e os dispensa da força.

Impedidos de trabalhar em empresas aéreas comerciais, Walk’n e Fahrenheit são forçados a trabalhar para o esquadrão – onde descobrem uma rede de traição.

O roteiro divide opiniões e a trilha sonora, pelo menos para mim, é muito boa. O que, sem dúvida, deixa todo o público impressionado são as incríveis imagens aéreas.

Curiosidades  Em shows aéreos no Reino Unido, nenhuma aeronave é autorizada a voar armada.

Numa cena, um piloto faz uma rolagem em torno de outra aeronave: talvez uma homenagem à mesma acrobacia realizada por Chuck Yeager no jato de John Wayne.

As acrobacias vistas antes do depoimento de Marchelli são feitas pela Surya Kiran ("Raios de Sol"), equipe de acrobacias da Bhartiya Vāyu Senā (força aérea indiana). Os aviões soltam fumaça nas cores da bandeira indiana.

O oficial da Royal Australian Air Force (RAAF, força aérea australiana) é apresentado como General Hudson. Na verdade a RAAF não possui esta patente e sua hierarquia se assemelha a da Royal Air Force (RAF, força aérea britânica). O personagem deveria ter sido apresentado como Air Chief Marshall Hudson.

E o uniforme usado por Hudson não é da RAAF.

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Original

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Downloads Havia disponível na internet uma versão de legendas em português europeu com alguns erros de tradução e adaptação. Meu francês não é lá tudo isso mas consegui corrigir as legendas. Você pode baixá-las aqui.

É possível fazer o download do filme pelos links "O player não funciona?".

Making of   Todas as cenas de voo foram feitas com aeronaves reais e fotografia aérea, sem o uso de computação gráfica. Para capturar as manobras em altas velocidades, uma câmera projetada especialmente foi acoplada a um Mirage 2000 que voava junto com os "aviões personagens" pois apenas outra aeronave essas poderia acompanhar as manobras à mesma velocidade.

Usar uma câmera digital HD havia sido considerado, mas era muito grande. A câmera de filme tradicional, especialmente construída pela Dassault com lentes voltadas para frente, trás, lados e baixo, foi instalada dentro de uma célula de combustível vazia. Por conta do espaço reduzido, a câmera só possuía 4 minutos de filme, que tinham que ser especialmente abrigadas do tempo e das diferenças de temperatura e pressão.

Além disso, por estar dentro do tanque, ela não podia ser controlada à mão ou por fios, pois o tanque deveria ser facilmente retirado da aeronave para ser colocado em outro Mirage em reabastecimento para evitar que as filmagens marcadas fossem perdidas.

Assim, pensou-se num sistema especial de rádio-controle permitia que o piloto acionasse a câmera à vontade. Não foi fácil pois a frequência de controle da câmera não deveria interferir nas operações regulares da aeronave e suas comunicações. Por fim, o sistema de controle seria remoto.

O avião câmera tinha que ser abastecido a cada 45 minutos.

Como as filmagens usando a câmera do Mirage não eram práticas, um Learjet voou do sul da Califórnia, EUA, e usado por cerca de uma semana a grandes custos. Por causa de tantas preocupações e dificuldades, o diretor Gérard Pirès e sua equipe de fotografia aérea teve que planejar cuidadosamente cada filmagem com storyboards, algo que o diretor não faz normalmente.

As dificuldades (econômicas, inclusive) não impediram a produção e Pirès demonstrou-se muito orgulhoso em conseguir capturar não apenas imagens incríveis, mas também o sentimento do voo, sem precisar de computação gráfica.

Manobras impossíveis  Trabalhando em cooperação com a Armée de l’Air, Pirès conseguiu que alguns dos melhores pilotos da França fizessem os dogfights mostrados no filme. Inicialmente, a entidade tinhas regras particulares sobre a distância mínima entre uma aeronave e outra e o chão, mas pelos princípios de fotografia, os pilotos conseguiram permissão para  desviar-se das regras normais de segurança, podendo fazer manobras normalmente não vistas (ou possíveis) fora do combate verdadeiro.

No início das filmagens, a distância mínima que os pilotos teriam que manter do chão era de 500 pés (pouco mais de 150 m). Nos últimos dias de filmagem, era de 10 pés (cerca de 3 m). A distância mínima entre as aeronaves (inicialmente variando entre algumas centenas de pés) foi reduzida para 3 pés (pouco mais de 90 cm).

ALERTA DE SPOILER!

14 de julho  Por conta das regras restritas proibindo caças a jato de voar sobre Paris, Pirès conseguiu permissão para filmar a sequência final em um único dia: o Dia da Bastilha, 14 de julho, com um ensaio adicional dois dia antes. Por condições meteorológicas, o ensaio do dia 12 teve que ser cancelado. A equipe ensaiou e filmou tudo em poucas horas no dia 14.

Embora as mais importantes gravações tenham sido feitas no dia 14, um avião de hélice pequena foi trazido depois para imagens adicionais do chão e o filme foi acelerado 4 vezes para combinar com as filmagens feitas pelo Mirage.

As imagens feitas do solo também foram gravadas no Dia da Bastilha – a única vez no ano em que o governo francês orgulhosamente exibe suas forças militares na capital.

A parada militar mostrada no filme á maior da França e também ocorre na Avenue Champs-Élysées, perto do Arc de Triomphe, também em 14 de Julho.

Mais fotos: Galeria do ToutLeCine.com

 

Post atualizado em 07/03/2013.

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