APOLLO_18

Direção: Gonzalo López-Gallego
Ano de lançamento: 2011
Duração: 86 min.
País: EUA
Estúdio: Dimension Films, Bekmambetov Projects Ltd., Apollo 18 Productions
Distribuidora (Brasil):
Roteiro: Brian Miller
Produção: Timur Bekmambetov, Michele Wolkoff, (exec.:) Ron Schmidt, Matthew Stein, Bob Weinstein, Harvey Weinstein, Shawn Williamson, Cody Zwieg, (assoc.:) Jonathan Shore, Kathleen Switzer
Elenco: Warren Christie, Lloyd Owen, Ryan Robbins, Andrew Arlie
Música: Harry Cohen
Fotografia: José David Montero
Direção de arte: Peter Bodnarus, Tyler Bishop Harron
Figurino: Kate Main, Cynthia Ann Summers, Beverley Wowchuk
Edição: Patrick Lussier
Efeitos especiais: Global Effects, Bazelevs VFX, C.L.R., Atmosphere Visual Effects, The VFX Cloud, Artifex Studios, Faction Creative, Image Engine Design

A ficção, que divide opiniões do público, é do formato "editado a partir de material original" – imagens da missão lunar secreta Apollo 18.

Oficialmente, a Apollo 17 foi a última missão tripulada a pousar na Lua. Em dezembro de 1973, a tripulação da Apollo 18 é informada de que a missão foi restituída e agora é financiada pelo Departamento de Defesa.

O comandante Nathan Walker (Lloyd Owen), o Tenente-Coronel John Grey (Ryan Robbins) e o Capitão Benjamin Anderson (Warren Christie) são enviados à Lua para instalar detectores que avisarão os EUA sobre ataques de mísseis soviéticos. Grey fica na órbita lunar a bordo do Módulo de Comando e Serviço Freedom enquanto Walker e Anderson pousam na Lua no módulo Liberty.

Enquanto instalam os detectores, a dupla recolhe algumas amostras de rochas. Mais tarde, enquanto tentam dormir, os astronautas ouvem barulhos no exterior da nave e uma câmera flagra o movimento de uma pequena rocha. O Controle da Missão (voz de Andrew Airlie) alega que os ruídos são interferências dos detectores. Posteriormente, Anderson encontra uma rocha no chão da nave, embora tivesse guardado-a adequadamente.

A tensão aumenta quando encontram pegadas que não foram feitas por eles. Elas levam a um capacete espacial quebrado com marcas soviéticas. O cadáver de um cosmonauta também é encontrado, assim como um módulo lunar soviético.

O mistério é apenas o começo do motivo de nunca termos voltado à Lua.

Como sempre, vamos a algumas curiosidades sobre o filme! Para algumas, tenho que avisar: ALERTA DE SPOILER!

O roteiro foi reescrito várias vezes durante as filmagens. As câmeras usavam lentes dos anos 70.

As imagens de abertura apresentando os três personagens principais foram as últimas a serem filmadas.

Após o primeiro período de descanso, os astronautas estão ouvindo à música "Cheap Day Return", da banda britânica Jethro Tull. O terceiro álbum da banda, "Benefit", contém a trilha "For Michael Collins, Jeffrey and Me", que se refere a ao piloto do Módulo de Serviço e Comando da Apollo 11 Michael Collins. Na música, o vocalista Ian Anderson canta sobre os sentimentos de Collins, deixado só no espaço enquanto os outros caminhavam na Lua – outra referência do filme.

Quando a condição mental de Walker piora, ele sussurra "O destino decidiu que os homens que foram à Lua para explorar em paz permanecessem na Lua para descansar em paz" – uma paráfrase ao início de um discurso de contingência, escrito por William Safire num memorando intitulado "Em Caso de Desastre Lunar", que deveria ser lido pelo então presidente Richard Nixon caso os astronautas da Apollo 11 ficassem presos na superfície lunar sem esperança de retorno.

De certa forma, a 18ª missão Apollo aconteceu de verdade em 1975. A missão Apollo-Soyuz Test Project (ASTP) foi a primeira acoplagem de naves construídas por países diferentes. Estavam na missão o estadunidense Deke Slayton, um dos sete primeiros astronautas, e o russo Alexei Leonov, o primeiro homem a realizar uma caminhada espacial.

Quando se leva certos fatos em conta, não é difícil entender por que "Apollo 18" recebeu várias críticas negativas. E não vou nem mencionar que parece uma mistura de "Alien" e "Bruxas de Blair".

O filme explica por que nunca fomos à Lua, mas não explica como foram recuperadas imagens feitas por câmeras perdidas no espaço sem transmitir as imagens para a Terra.

O programa lunar soviético L3 foi cancelado em 1974. O Lunniy Korabl (LK) só seria revelado ao Ocidente muito depois. Assim, a tripulação da Apollo 18 não teria conhecimento dele.

Não teria sido possível para a espaçonave Apollo pousar na região do Pólo Sul da Lua. Isso requereria muito mais combustível – para colocar o veículo numa órbita polar. O peso deste combustível extra faria com que fosse preciso um foguete maior que o Saturno 5.

No início do filme, diz-se que a Apollo 17 pousou na Lua em 7 de dezembro de 1972. Na verdade, a Apollo 17 foi lançada neste dia e alunissou quatro dias depois.

A insígnia da missão mostrada no início do filme é diferente da insígnia que os astronautas usam. A primeira lista, na ordem, o comandante, o piloto do Módulo de Comando e Serviço e o piloto do Módulo Lunar. Na segunda insígnia, os dois últimos nomes estão trocados.

Os famosos tons Quindar (os bipes ouvidos durante as transmissões de rádio de Houston) são ouvidos no filme. Na verdade, os tons Quindar só eram ouvidos por ouvintes na Terra.

Quando os astronautas comentam sobre a queda de temperatura, estão no polo sul lunar, com temperaturas próximas a -235°C. Eles não deveriam ser capazes de sentir variações de temperatura através dos trajes.

No início do filme, diz-se que, para esconder a missão lunar, o Departamento de Defesa justifica o lançamento de um foguete Saturno 5 extra com a necessidade de colocar em órbita uma carga muito pesada. Porém, as imagens do lançamento mostram que o foguete possui torre de fuga – que desacopla a nave e tira os astronautas do foguete em caso de perigo.

Mesmo que é leigo pode suspeitar de duas coisas. Primeira: As ondas de rádio, viajando na velocidade da luz, levam pouco mais de um segundo para cobrir a distância entre a Lua e a Terra. Este atraso não é visto no filme.

Segunda: Enquanto se movem na Lua, os astronautas não parecem estar numa gravidade mais fraca. Eles caminham normalmente, até arrastam os pés às vezes. Até as pegadas são espaçadas como se tivessem sido feitas na gravidade da Terra.

Mas não vamos apenas atirar pedras! (Assista ao filme e perceba que esta foi uma piadinha bem sem graça.) Também falou-se que o filme incluía erros que ele não inclui.

O filme não diz que o lado distante da Lua nunca recebe luz do Sol. Os astronautas não estão no lado distante da Lua. O comentário sobre áreas que nunca são tocadas pela luz solar é sobre áreas no fundo de crateras profundas onde o chão está sempre na sombra da parede da cratera. Isso ocorre de verdade em muitas áreas das regiões polares da Lua.

Nenhum barulho semelhante a inseto seria ouvido quando Anderson deixa Walker na cratera. Como a superfície da Lua é um vácuo melhor que qualquer um que possa ser criado nos laboratórios terrestres, nenhum som do exterior do traje poderia viajar até o microfone no interior dele. Quando Walker desvira o jipe lunar, é possível ouvir um baque quando as rodas tocam o chão. Mais uma vez, o vácuo virtual lunar não permite a propagação de ondas sonoras.

Mas corpos sólidos transmitem ondas sonoras. Portanto, se o "inseto” estiver em contato com o chão, o som irá viajar pelo chão e pelo traje do astronauta.

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