Jovem começa a ficar conhecida na internet por seus vídeos cantando. Apaixonada por astronomia, deixou a faculdade de física para se dedicar à música.

Anos atrás a Internet Brasileira vivia a Era do Orkut*. Nesta época, ainda havia o Live Spaces, que possibilitava aos usuários do Windows Live criarem e administrarem blogs. Foi no Spaces que criei o Blog do Astrônomo. Tempos depois, Para aumentar o público, também criei uma comunidade no Orkut.

O blog existe há pouco mais de seis anos. A comunidade, creio que há pelo menos cinco. Uma da primeiras pessoas a entrar para a comunidade foi Camila Veiga – uma adolescente de Londrina, PR, muito interessada por física e astronomia.

O tempo passou… O Orkut foi abandonado, a comunidade não é atualizada faz tempo e Camila está com 21 anos tornando-se conhecida na internet por sua voz e seu violão…

Camila Veiga deixou a faculdade de física para se dedicar à música

Nesta segunda-feira (17/12/2012), ela concedeu uma entrevista a este humilde blog via Facebook. Inclui algumas perguntas enviadas por internautas. Acabei só me lembrando de mencionar isso em duas delas…

A conversa teve momentos divertidos e um pouco mais sérios. A cantora contou de onde saem as ideias para suas letras e como foi a decisão de abandonar a faculdade de física para seguir carreira na música

"Eles [pais] sempre me apoiaram na música… Queriam que eu fizesse faculdade de música, inclusive. Mas essa vida que decidir ter, de estudar por conta própria o que eu quisesse e não estudar de fato na faculdade, é complicada."

Além disso, também dividiu alguns momentos marcantes da astronomia em sua vida. "Gosto de pensar que existem coisas muito maiores do que a Terra, do que as pessoas, do que nossos problemas… De repente, tudo parece mais frágil e mais calmo… E acho que assim consigo usufruir mais da minha vida."

Eduardo Oliveira: Em primeiro lugar, muito obrigado mesmo por ceder seu tempo! É uma satisfação muito grande poder te entrevistar! Algumas perguntas foram sugestão de internautas. Primeira pergunta: por que o apelido "Caoticah"?

Camila Veiga: Bom, "Caoticah" é meu apelido na internet já faz muito tempo. Acho que ele tem muitas razões e já não me lembro de todas…
Mas é de "caos" mesmo. Eu gosto do caos.
E eu sou bagunceira. [Risos.] Minha mãe sempre reclamava…
Meus amigos sempre inventam apelidos pra mim, tipo "CAHramelo" (Cah de Camila). E o "H" no final surgiu assim.

EO: Como se interessou por física e astronomia?

CV: Eu me interesso por Astronomia desde pequena… Acho que desde, sei lá, uns cinco anos…
Lembro de uma vez que eu e a minha mãe ficamos olhando o céu e ela disse que quem estudava as estrelas eram os astrônomos. Então, mesmo sem saber o que isso significa direito, já queria pra mim.
Acabei entrando na faculdade de Física porque não tinha o curso de Astronomia perto da cidade dos meus pais, mas meu intuito era me especializar em Astronomia.

EO: Hum… Há alguma área específica ou algum fato, algo assim, que tenha te chamado mais a atenção?

CV: O que me fascina na Astronomia em especial é o fato de ela ser uma ciência tão antiga… E que mesmo com instrumentos precários, os antigos astrônomos conseguiram descobrir milhares de coisas…
Admiro Galileu ter visto as luas de Júpiter e entendido, por suas observações, que eram realmente luas e não planetas ou estrelas… com aquela ‘lunetinha’ dele. [Risos.]
E gosto de pensar que existem coisas muito maiores do que a Terra, do que as pessoas, do que nossos problemas… De repente, tudo parece mais frágil e mais calmo… E acho que assim consigo usufruir mais da minha vida. Sem contar a beleza dessas "coisas"!

EO: Você demonstrava este interesse na escola?

CV: Demonstrava sim… Já participei de olimpíadas de Física e Matemática… Nunca tirei notas boas nessas matérias porque, no colégio, eu não era exatamente estudiosa. Não prestava muito atenção nas provas e tal… [Risos.] Ia melhor nessa olimpíadas do que nas provas do colégio.
Mas eu não tirava notão em nenhuma matéria… acho que só em redação e Inglês. Literárias.

EO: Então seus colegas não te viam com "nerd" ou algo assim?

CV: Bom, eu era "nerd" no sentido de que jogava video-games… Hehe! Via filmes de nerd… Mas nunca fui a mais estudiosa da sala. Eu sou muito distraída… Só consigo aprender as coisas de fato sozinha, lendo e tal… E eu não estudava muito em casa, só quando ficava de recuperação. [Risos.]

Camila é apaixonada por astronomia desde criança

EO: Mesmo assim, decidiu fazer física…

CV: Sim, por ser apaixonada pela Física. Sabia que ia ser difícil, porque eu ia ter que me concentrar, o que nunca tinha feito na vida (a não ser com música e os livros que gostava) pra conseguir ir bem…
Eu consegui me concentrar muitas vezes, mas mesmo aqueles que eram considerados os "nerds" de suas turmas, mesmo os mais concentrados, os mais inteligentes penam muito, MUITO mesmo, pra tirar nota na faculdade de Física… Bom, pelo menos na que fiz – UEL [Universidade Estadual de Londrina].
Tinham provas que eu estudava um monte… Pensava "Putz, vou tirar um 10" e quando ia ver a nota… 1,5…
Isso acontece com frequência lá…
Por isso acabei saindo. Isso cansa, quase ninguém se forma em 4 anos, alguns ficam 8, 12 anos pra terminar o curso.
Dos alunos que entraram no meu ano, 60 entre bacharelado e licenciatura, só conheço 3 que vão se formar em 4 anos.
Ah, e a Física estava me afastando muitíssimo da Música. Eu quase não compunha mais… E eu não queria que isso se estendesse por muitos anos

EO: Você acabou de me desmotivar! Muito obrigado!

CV: HAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Não é desmotivar… É a realidade que eu presenciei.
Bom, 3 conseguiram! Hehe!
A questão é que pra fazer Física você tem que se dedicar TOTALMENTE! Nada de dormir até tarde, nada de ficar saindo com amigos, nada de querer ficar compondo… [Risos.]
Só que eu comecei a querer mais essas coisas do que o diploma…
Percebi que não preciso de um diploma pra amar ciência, e que posso estudar por conta própria.

Camila em visita ao CERN

EO: Como foi seu estágio no Laboratório de Física Nuclear Aplicada (LFNA) da UEL?

Foi uma experiência bem legal…
O chefe do laboratório é meu ídolo! [Risos.] Meu exemplo profissional. Na verdade acho que ele é meu exemplo e ponto. Em tudo.
Na verdade, acho que todos lá me ensinaram algo… sobre a vida mesmo, sabe?
Meu chefe na verdade me ajudou a dar esse passo de "sair de Física e enfrentar o mundo fazendo Música".
Porque eu amo Física, mas ela não emana de mim como a Música. Então tive que aceitar essa minha condição de amar a Física, mas ela não ser feita pra mim, e ir em busca de outras coisas, até achar aquilo que foi de fato feito pra mim.
Acho que se não fosse ele, eu estaria na Física ainda, batendo minha cabeça…
Hoje me sinto muito mais realizada. Na verdade, posso dizer que estava numa depressão profunda nos últimos meses de Física. [Risos.]

EO: Entendo… Você visitou o CERN, não visitou?

CV: Visitei… Acho que fomos em 11 pessoas, não me lembro ao certo. Com um professor no grupo… Assistamos à palestras e fizemos um tour pelo CERN… mas não conheci o LHC! Droga! [Risos.]
A foto que tenho no LHC é em uma parede que faz parecer que você tá no túnel, mas não está, haha!

Camila e seu namorado Oton Marcori no CERN, em Genebra, Suíça

EO: Conhecer o CERN sem visitar o LHC é como ir a Roma e não ir à Capela Sistina!

CV: EXATAMENTE!
Mas ele estava em funcionamento. Me disseram que o último a entrar lá, foi o Tom Hanks pro filme… Não engoli isso muito bem não… [Risos.] Mas tá né!?

EO: Sim, trechos de "Angels and Demons" foram gravados lá mesmo. E depois das reformas do LHC, Tom Hanks foi chamado pra religá-lo.

CV: Sim…

EO: Mudando de assunto, quando você começou a cantar?

CV: Comecei a cantar "de verdade" aos 12 anos. Sempre cantei, mas não cantava pra ninguém. Comecei a tocar violão e, pra tocar, acompanhava cantando…
Eu tocava em uma banda e o carinha que cantava saiu. Acabaram me colocando pra cantar! Nessa época eu já compunha. Até tocamos umas músicas minhas (das quais já nem lembro mais) em um evento do colégio.

EO: Eu sempre escrevi, mais em prosa, na verdade. Na 7ª e 8ª séries, meus colegas decidiram formar uma banda e eu compunha, até por que era o único que não tocava nenhum instrumento. Tocamos no aniversário da escola pra cerca de 900 alunos. Tenho as filmagens até hoje. infelizmente perdemos contato e só fui estudar violão durante o início do Ensino Médio.

CV: Que legaaaaal! Quero ver isso!!!!

EO: Ah… Não quer não! Hahahaha!!!
Além das letras, fazia a voz grave. Foi minha época de cabelo comprido…
Depois da escola, onde foram suas primeiras apresentações?

CV: Pequenos festivais, festas de amigos, etc. Comecei a tocar em barzinhos com uns 15 anos…
Também quero ver esse seu cabelo comprido! [Risos.]

Camila participará de reality musical do canal Multishow Cantora começou em banda na escola

EO: Você posta muitos vídeos cantando no YouTube… Foi ideia sua mesmo? Esta foi uma das perguntas enviadas pelo blog.

CV: Sempre me pediam pra fazer vídeos cantando… Eu fiz alguns em 2004! Mas acabei deletando… Postei só pra mandar pra amigos de longe…
Sempre gostei dessa coisa de poder mostrar o que quiser na internet, só não tinha coragem…
Dá pra ver no primeiro vídeo cantando "Drawer" e no cover de "Hair" que estou muito assustada! [Risos.] Gravei com uma amiga minha que estava praticamente apontando uma arma na minha cabeça na hora.

EO: Como você escolhe as músicas? São sugestões também ou seu gosto pessoal?

CV: As escolhas são sempre no susto também! [Risos.] Quando alguém pede uma música e eu sei cantar, canto. Quero gravar mais coisas que as pessoas pedem… Acho que será em breve.
As músicas minhas, é conforme vou compondo… Geralmente posto no mesmo dia em que faço a música "Back And Forth" foi composta ontem mesmo [16/12/2012], com meu namorado.
Algumas que são antigas, coloquei o ano acho em que foram compostas, e postei elas à pedidos de amigos.

EO: De onde saem as ideias para suas músicas? Pergunta sugerida também, mas eu iria perguntar isso mesmo… [Risos.]

CV: Não sei ao certo… Hehe! Bom, de tudo quanto é coisa!
Bom, sobre relacionamentos – todos escrevem sobre isso. Não dá pra negar, todo mundo ama, todo mundo sofre por amor! [Risos.] Mas é a menor porcentagem.
Tenho muitas musicas que as pessoas acham que falam de amor, mas elas falam de outras coisas, só estão disfarçadas, porque as vezes não quero expor determinado assunto…
Hmm… Deixe-me ver…
São assuntos bem pessoais, não sei como responder essa pergunta sem me expor muito. [Risos.]
Mas a verdade é que, ouvindo algumas vezes, dá pra perceber do que estou falando… Quem estiver interessado mesmo pode descobrir quase tudo sobre mim em minhas músicas. Sem eu ter que falar.
Componho geralmente sobre as coisas que eu enxergo, e eu tendo a enxergar os detalhes. Na verdade acho que vejo só os detalhes… E não é nem por vontade própria… Então talvez meus assuntos cotidianos sejam um pouco estranhos à primeira vista. Mas eu sou relativamente normal, eu juro!

Camila e o namorado Oton cantando funk no karaokê

EO: Já sei o que você canta… Mas o que você costuma ouvir?

CV: Hmmm… O que eu ouço é bem diferente do que componho… É estranho porque todo mundo fala de "referências" e de "inspiração" no mundo da música, mas acho que não sei o que é isso.
Bom… Minha banda preferida de todos os tempos é Korn. Tenho até uma tatuagem com um pedacinho de uma música.
Mas eu ouço muitos estilos diferentes… Amo música clássica…
Acho que minha segunda banda favorita é Hatebreed.
Gosto dos rocks ‘antigos’ tipo Led Zeppelin… Ouço pop, rap, MPB… Em geral, meu estilo favorito é o New Metal e suas variações… Mas ouço de tudo.
Ahhhh… além do new metal, dupstep e industrial…

EO: Por que canta em inglês?

CV: Bom, quando comecei a cantar só ouvia artistas internacionais… até hoje ouço muito mais internacional do que nacional.
Mas não é nenhuma preferência por língua ou país. É só porque acontece…
Na verdade ouço muita música em alemão também, por exemplo… Ouço música do mundo inteiro.
Acho que isso influenciou, por ouvir muita música em inglês… E eu tinha muitos amigos na internet, com quem conversava em inglês, de outros países. Às vezes inglês nem era a língua nativa, mas era como nos comunicávamos. Isso também influenciou muito.
Mas acho que o ponto mais forte, é que eu não queria expor meus sentimentos, não queria abrir meu peito, pra que qualquer um poder cutucar minhas feridas, entende? E cantando em inglês as pessoas não me questionavam. E ate hoje não questionaram os significados das letras… Não tanto quanto minhas músicas em português.
Hoje em dia, não me importo, porque aprendi a ser mais discreta ao escrever, mesmo colocando o sentimento todo pra fora… Porque componho pra isso, pra me livrar dos sentimentos que me sufocam…
E quase todo mundo fala inglês…
Mas virou um costume que não consigo mudar…
Gostaria de compor mais em Português, Mas acho que minhas músicas em Inglês serão sempre 99% das minhas composições.
Acho que um fator pra eu ouvir mais músicas internacionais, é que tem muito mais artistas no mundo todo do que só no Brasil. [Risos.] Mas ouço músicas em português também.

EO: Acho que te entendo… Nos textos de cartas para amigos, eu fazia coisa parecida: eu escrevia em inglês e fazia correlações com fenômenos celestes – ISSO É MUITO NERD!

CV: HAHAHAHAHAHA!!! MUITO!
Mas eu também fazia/faço isso.
Eu tinha uma dialeto, com o qual escrevia coisas também.
Escrevi uma música que fala de Júpiter. [Risos.] Você vai se identificar, acho! É "Spaceship Song", que está no YouTube, bom acho que ninguém percebeu ainda do que fala… [Risos.]

EO: Como foi para você essa mudança de foco principal: trocar física/astronomia pela música?

CV: Foi muito tenso.
Meus pais estavam orgulhosos porque eu tinha entrado na universidade. Eles falam com orgulho que eu fazia Física. Na verdade, quando passei, colocaram uma faixa enorme em frente de casa, hehe! Então eu me senti um fracasso!
Eles sempre me apoiaram na música… Queriam que eu fizesse faculdade de música, inclusive. Mas essa vida que decidir ter, de estudar por conta própria o que eu quisesse e não estudar de fato na faculdade, é complicada.
Seus pais sempre querem que você estude, né? Ou trabalhe… E apesar da Música ser de fato um trabalho, e meus pais enxergarem isso, muitas pessoas não enxergam… Algumas pessoas acham que não faço nada da vida, acho.
Mas eu tinha que tomar a decisão que fosse melhor pra mim, afinal nenhuma dessas pessoas vive minha vida, se não eu mesma. Meus pais me apoiam e meu namorado também… e meus amigos. Então não preciso de mais nada, acho. Me sinto completa agora. No início fiquei muito mal, mas agora me sinto realizada com minha decisão.

Camila em ParisEO: Mas acho que tem muito mais gente que admira a combinação da sua voz, os instrumentos, e suas letras. Como você recebe a admiração dos fãs? Pelo que vejo, você se dá muito bem com eles, principalmente pela internet…

CV: Sim… Na verdade, acho que não tenho fãs… tenho amigos. E ponto.
Eu disse esses dias no Twitter que se a pessoa é fã, é porque entende um pouco a minha esquisitice e/ou se identifica… Então acho que naturalmente temos coisas em comum… e nos entendemos bem.
Eu me sinto muito agradecida por ter conhecido tanta gente legal através da minha música.

EO: Você tem quase 1.400 amizades no seu perfil do Facebook, fora os inscritos… Tudo isso é amigo mesmo? [Risos.]

CV: Olha… eu considero todos amigos! Não sei o que eles acham de mim… mas eu os considero.
Agora é claro que tem aqueles amigos mais íntimos, que você considera irmão, conta tudo, chora junto, aqueles de quem você não sente vergonha de nada, aqueles com quem você compartilha tudo… Esses… são poucos.
Eu sempre estou pro que der e vier pra todos os meus amigos… Todos os tipos de amigos.
Eu geralmente espero coisas boas das pessoas, e só se elas me decepcionam é que me afasto. Tem dessas também no Face… [Risos.]

EO: Concordo… Recentemente, você conheceu Rick Bonadio – que já ajudou muitas pessoas que estavam começando na música a fazer sucesso. Como foi o encontro?

CV: Conheci o Rick participando de uma seleção pra uma girlband que ele está montando. Tudo isso vai passar na Multishow. Ainda não sei as datas ao certo.
O Rick é um fofo… Ele é muito gente boa… Me recebeu na sala dele pra tirar uma foto e foi muito amável…
Eu queria ter tido a oportunidade de mostrar minhas músicas mais de perto pra ele, mas não foi possível. Ele estava numa correria danada por causa do reality…
Espero que algum dia eu tenha essa oportunidade.
Já compus duas músicas pra ele! [Risos.] Contei isso.
Não quero pegar o Rick, só pra deixar claro! [Risos.]

EO: UHUUUUUMMMMMM……

CV: Minhas músicas não falam de pegar ele, tá?? HAHAHAHAHA! Pode até parecer isso, mas estou falando de outras coisas… como já disse anteriormente, disfarço os reais sentimentos embaixo do clássico "amor e sexo"! [Risos.]

Camila Veiga e Rick Bonadio; cantora estará em reality do Multishow

EO: Acho que uma das coisas que mais te ajudaram a ficar conhecida foi o vídeo da música "Drawer". Mas o que você mais gostou da música até agora?

CV: O que eu mais gosto na música, além de conseguir expulsar os sentimentos ruins ou de transbordar os sentimentos bons é o fato de conhecer tanta gente legal através dela… Conhecer pessoas que passam pelas mesmas situações que eu… Por isso se identificam… Então é como se a gente já se conhecesse há anos.
Eu preciso da Música pra viver. Compor, cantar, tocar… É o que me faz mais feliz… É o que me completa. Se eu puder fazer só isso da vida, digo, me sustentar com a música, será perfeito! Espero que isso aconteça algum dia… Por enquanto ainda faço vários bicos, e meus pais me ajudam.

EO: E qual momento foi o melhor até agora?

CV: Acho que sempre tem que ser um momento atual… Ontem fiquei feliz de compor com meu namorado… isso nunca tinha funcionado antes! [Risos.]
Acho que tenho que escolher um momento atual, porque há uma semana atrás eu já não era o que sou hoje… Entende?
Gosto de hoje porque me sinto mais completa que ontem… E vou gostar mais do futuro pelo mesmo motivo.

Postagem no Facebook de Camila; namorado ajudou em composição

EO: O que você planeja para sua carreira? Quais são os próximos passos que você quer dar? Estraga a surpresa, vai! [Risos.]

CV: Primeiro de tudo, quero fazer o clipe de "Drawer" logo, pelo amor de Deus. Já foi muito sonhado! [Risos.] Mas tenho que ter grana, o que eu honestamente não tenho agora! [Risos.]
Mas muiiiiiitooo pra frente assim… Não sei… Não fico pensando, porque se eu me imaginar em uma situação "ruim" vou me machucar e não gosto de criar esperanças imaginando situações "boas" porque isso também machuca, caso não aconteça…
Então acho que estou indo com fluxo… [Risos.]

EO: Para começarmos a fechar, um ping-pong, eu te falo uma coisa e você responde o que vier na sua cabeça!
Uma música.

CV: This Is Now, do Hatebreed

EO: Uma voz.

CV: J. Davis, vocalista do Korn.

EO: Uma imagem.

CV: Estas.

 

EO: Um momento.

CV: Ano Novo de 2009 para 2010, num campo de girassóis, com fogos de artifício e uma pessoa tocando gaita de longe…

EO: Um nome.

CV: Io. O nome de uma gata minha que recentemente faleceu… Ela tem esse nome porque no dia em que encontrei ela, estava olhando pra Júpiter, quando ouvi um miadinho… E resolvi dar o nome de uma das luas… Sinto saudades, mas ela foi muitíssimo amada, e tenho certeza de que ela sabia disso.

EO: Um lugar.

CV: A casa dos meus pais. Me lembrei também do Breu, um lugar muito escuro, por isso "Breu", aonde vou. Alguns astrônomos chamam de Base Reservada para Estudos do Universo, hehehe… Fazer observações lá é PERFEITO!
Mas as vezes vou só pra fugir da cidade e olhar o céu, sem interesses astronômicos.

EO: Um sonho a ser realizado.

CV: Viver de música. Me sustentar apenas com isso. Pra que eu possa fazer só isso.

EO: Algo para fazer antes do fim do mundo.

CV: Nada, porque pelo que estudei não tem Nibiru vindo, nenhuma explosão solar avassaladora, nem nada do tipo. Então acho que não presenciarei o fim do mundo em vida! [Risos.]

EO: "#ChupaCalendarioMaia"

CV: HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Na verdade já passamos do fim do calendário Maia! [Risos.] Então, já era pra ter acabado se fosse assim…

EO: Para encerrarmos… Existe algo que você gostaria de ter dito ou que eu tivesse perguntado e acabou não sendo mencionado?

CV: Hmm… Acho que não. Gostei de todas as perguntas!

EO: Não vai comentar sobre os pets? [Risos.]

CV: Sou louca por gatos… [Risos.] Eu sou uma crazy cat woman… Bebo chá, lendo ou tricotando em companhia de gatos, e adoro isso! [Risos.]

EO: Você gostaria e deixar uma mensagem final para os internautas? (Seja de fim de entrevista ou de fim de mundo… [Risos.]) O espaço é seu!

CV: Bom, eu queria agradecer pela entrevista… gostei muito mesmo!
Espero que os internautas gostem também, dos assuntos que falamos… e de saber mais um pouquinho sobre mim…
E que ninguém fique com medo do fim-do-mundo-2012-Nibiru porque não vai acontecer nadinha! [Risos.]
Beijos, beijos!

EO: Tenha certeza de que adorei a conversa também! Muito obrigado, novamente por me receber na sua cas– no seu Facebook! Valeu mesmo! Te desejo todo o sucesso do mundo!

Muito bem! Eu ia comentar sobre o sotaque de interioRRRRR dela, mas a conversa foi boa o bastante para me fazer esquecer esta piadinha…

Visite o blog de Camila, "As Flores & O Caos". Mais vídeos dela estão no canal no YouTube. Siga-a no Twitter (@Caoticah) e curta a página dela no Facebook. Contato para apresentações: camila_veiga@live.com.

Esta foi a primeira entrevista do Blog. Envie Sugestões pela página "Contato"!

 

*Período da Internet Brasileira dominado pela primeira rede social de sucesso: o Orkut, do Google. A época começou com pontos positivos, como a facilidade de se comunicar e compartilhar fotografias, vídeos e eventos com amigos, assim como de encontrar pessoas com interesses comuns através de comunidades. Seu fim foi sombrio, marcado por vários GIFs de ursos panda, desejando bom fim de semana.

 

Fotos cedidas por Camila Veiga.

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