Cientistas de renome disseram ter visto fenômenos inexplicados. Conheça casos do Século XX.

Olá! Faz um tempo que não posto resultados das pesquisas que faço vagando pela internet… Na verdade, faz tempo que não posto no geral. Ando muito atarefado, mesmo nas férias – tenho projetos para este ano que requerem empenho imediato! Sempre que tenho um tempo livre, preparo algo.

Hoje, apresento a vocês alguns casos de astrônomos famosos que alegaram ter visto OVNIs. No arquivo do Blog, você encontra textos que contém outros casos. Experimente fazer a busca!

Clyde William Tombaugh (Foto via Hystory Thru Lens)

Um dos mais famosos é Clyde Tombaugh, descobridor de Plutão. Em uma entrevista em 1973 ao já falecido jornalista sueco-russo de astronomia o jornal Expressen Eugen Semitjov, Tombaugh disse que seu primeiro avistamento ocorreu no campo de testes em White Sands em 20 de agosto de 1949, quando trabalhava com Werner von Braun (que não testemunhou) no programa espacial. Tombaugh estava no comando do controle óptico da trajetória do voo do foguete. O avistamento aconteceu em Las Cruses. O Livro "De Otroliga Tefaten" (traduzindo, "Os Incríveis Discos"), de Semitjov, traz a entrevista de Tombaugh com um relato do ocorrido.

O astrônomo disse que era uma noite incrivelmente escura. Até as estrelas de sexta magnitude estavam claramente visíveis – normalmente, é raro elas serem vistas a olho nu. "Era por volta de 22h45 quando pontos de luz em movimento apareceram quase no zênite. Brilhavam fracamente em vermelho esverdeado na frente e pareciam estar distribuídas geometricamente de maneira igual: duas ou três na frente e atrás e uma nos extremos de casa lado. O grupo todo não era maior do que o tamanho aproximado da Lua cheia. A formação se estreitou enquanto se afastava, meio que se encolheu em largura – como um padrão geométrico faz se você o vê por baixo primeiro diretamente e depois parcialmente. Ao mesmo tempo, uma luz cerca de 35° acimado horizonte. Eu as vi por apenas 3 ou 4 segundos. Não havia som. "Eu apontei, mas minha esposa só conseguiu ver por um segundo antes de desaparecerem. Eu nunca vi nada como isso durante todos os meus anos observando o céu", disse Tombaugh.

"Não podemos excluir a possibilidade de que alguns dos casos de OVNIs são visitantes extraterrestres. Levei muito tempo para acreditar antes de ver uma prova autêntica. Tenho que ser reservado, não posso dizer sim nem não. Têm havido tantos excêntricos e fraudes neste campo e tantos julgamentos falhos – OVNIs certamente terminam em má reputação…"

Clyde Tombaugh ao lado de seu primeiro telescópio (Foto: aqruivo do Blog)

Ele disse que teve outros avistamentos. "Nos anos 50, vi mais dois OVNIs, se posso chamá-los assim. Também foi aqui em Las Cruses. Eles eram totalmente diferentes, não tinham semelhanças com os objetos retangulares. Vi um deles em plena luz do dia. Era como uma estrela gritante – com luz intensa, mais brilhante que Vênus." "Dizem que OVNIs usualmente digressionam, mudam de direção em ângulo reto – mas nunca vi algo assim.", disse

Tombaugh evitou falar sobre o segundo objeto, mas continuou.

"OVNIs tem sido classificados em cerca de uma dúzia de formas diferentes, mais ou menos, uma da outra. Eles têm sido observado em radar e, portanto, não são imaginação. Também têm sido fotografados – e, com isso, não quero dizer todas essas fotos falsas. Foi sugerido que podem ser concentrações de plasma na atmosfera levadas a grandes alturas  por alguma fonte de energia da natureza sobre a qual ainda não sabemos nada. Acredito que esta seja uma possibilidade. Essas coisas podem se mover na baixa troposfera, podem existir na estratosfera, a 15 quilômetros, ou na ionosfera, de 80 a centenas de quilômetros de altura. Não sabemos tudo o que gostaríamos de saber sobre o que está acontecendo nestas partes da atmosfera."

Ele encerra: "Quem sabe? Podem até ser espaçonaves alienígenas que em poucas ocasiões visitam nosso planeta, quem sabe? è possível que as estrelas em nossa vizinhança estejam cercadas por planetas onde habitam civilizações avançadas, que chegaram à era espacial muito tempo atrás. Mas se viajariam é uma questão aberta…"

São muitos casos de astrônomos, físicos e meteorologistas que afirmaram ter visto algo de natureza estranha. Por exemplo, em 1967, o jornal Nedelea 1967 publicou que um objeto triangular permaneceu ‘suspenso’ sobre a cidade de Starazagora por 45 minutos e a equipe do observatório M. Belinsky determinou trajetória, forma e intensidade luminosa do objeto.

Pesquisador Richard Hall (Foto: NICAP)

Em 1964, o National Investigations Committee On Aerial Phenomena (Comitê de Investigações Nacionais sobre Fenômenos Aéreos, NICAP), uma ONG voltada para a pesquisa ufológica com muitos PhDs na direção, um grupo muito científico, pragmático e acadêmico, divulgou a compilação "The UFO Evidence" ("A Evidência OVNI"), feita por Richard Hall. A maioria dos casos era relatada por meio de canais civis e convergida para o NICAP. O livro pode ser encontrado em várias bibliotecas universitárias pelos EUA – o que mostra a seriedade do estudo. Aqui estão alguns casos:

  • 10/7/1947, astrônomo renomado não identificado: objeto elíptico que pairou, oscilou e ascendeu repentinamente;
  • 8/1949, astrônomo Clyde W. Tombaugh: padrão circular de luzes retangulares mantendo distâncias fixas.
  • Verão/1948, físico Carl Mitchell: três discos esverdeados luminescentes passaram pelo céu de norte a sul acima do horizonte um segundo um após o outro.
  • 20/5/1950, astrônomo e meteorologista Seymour L. Hess: disco ou esfera em voo aparentemente "propulsionado";
  • 3/8/1951, astrônomo Walter Webb: luz brilhante se movendo em caminho ondulado;
  • 1952, astrônomo W. Gordon Graham: OVNI "como um anel de fumaça, de forma elíptica e tendo duas pontas brilhantes de luz em seu eixo maior passou de oeste a leste;
  • 5/8/1952, astrônomo James Bartlett: durante observação diurna de vênus, viu dois discos com diâmetro de cerca de 30′ passando sobre ele para o sul e virando para leste antes de ver mais dois discos com protuberâncias em forma de domo no centro;
  • 11/6/1954, astrônomo H. Percy Wilkins: dois objetos prateados "como pratos de metal polido" se movendo contra o vento e o terceiro oval cinzento arcado pelo céu;
    25/11/1954, meteorologista Marcos Guerci: dois objetos luminosos observados a partir de voo, um circular e um semi-circular;
  • 7/12/1954, meteorologista R. H. Kleyweg: disco hemisférico seguido por teodolito;
  • 1/11/1955, astrônomo Frank Halstead: objeto em forma de charuto seguido por disco com domo;
  • 1957, astrônomos Bart Brok e A. R. Hoog: luz brilhante se movendo erraticamente pelo céu;
  • 18/6/1957, físico Henry Carlock: OVNI com halo e "o que pareciam ser três buracos de porta" apareceu repentinamente duas vezes enquanto ele observava com telescópio;
  • 09/11/1957, astrônomos Bart Brok e A. R. Hoog: luz brilhante se movendo erraticamente pelo céu da Austrália;
  • 10/11/1957, astrônomo Jacques Chapais: no observatório de Toulouse observou um objeto amarelo "canário" parecido com uma estrela manobrar por 5 minutos ("Era algo que nunca havia visto antes") e ascender até sumir;
  • 22/5/1960, astrônomo não identificado: às 9h33 em um observatório não identificado, OVNI triangular com cerca de um quarto do tamanho aparente da Lua girando em seu eixo e em curso sem alterações, relato cabografado para a NASA em Washington;
  • 16/3/1961, meteorologista R. J. Villela: objeto semelhante a bola de fogo em voo baixo na Antártida;
  • 20/5/1962, físico A. Maney: outras seis testemunhas também viram luz manobrando com movimentos exatos e mudanças repentinas na velocidade.

Esta lista curta, mas interessante, acaba com o mito de que "cientistas não veem OVNIs". Devemos nos lembrar de que muitos não relatam o que viram por medo de serem ridicularizados – assim como a maioria das pessoas. Vamos ver alguns outros casos de astrônomos vendo OVNIs – desta vez, mais do que objetos e luzes no céu…

Em 5 de agosto de 1952, após vários avistamentos visuais e por radar nas proximidades de Virgínia e da capital Washington no mês anterior, James Bartlett Jr. , em Baltimore, Maryland, fazendo observações diurnas de Vênus, viu – como mencionado na lista acima – dois objetos discoides passarem ao sul de Baltimore e virarem para leste. Pouco depois mais dois discos apareceram sobre ele, agora com centros elevados como domos. Bartlett, antes um cético, começou a acreditar. "OVNIs existem. São algum tipo de mecanismo, naves controladas, de origem desconhecida", disse.

Em setembro do ano seguinte, também em Baltimore, ele teve um avistamento noturno dramático. Viu a olho nu quatro luzes grandes. Com binóculos, observou que vinham dos narizes de duas naves cilíndricas. Ele pode ver uma cabine no nariz e portas nos lados da fuselagem de cada nave.

Em outro episódio, em Baltimore mesmo, em 6 de setembro de 1954, Bartlett viu quatro objetos em fila. Quando um avião de linha se aproximou, mudaram a formação, subiram e voltaram a fazer uma fila. "Foi uma performance precisa e altamente controlada", disse o astrônomo.

H. P. Wilkins, à esquerda (Foto via Llianelli Community Heritage)

Num voo entre Charleston, West Virginia,  e Atlanta, Georgia, às 10h45 de 11 de junho de 1954 (caso mencionado na lista), o astrônomo inglês Hugh Percy Wilkins, chefe da Sociedade Selenológica Britânica, viu dois discos radiantes de metal polido, como "pratos de jantar". Outro logo se uniu a eles. Wilkins, um dos maiores especialistas na Lua do mundo, também afirmou ter visto o que parecia ser uma  gigantesca ponte artificial ou rodovia na Lua no mesmo local indicado por John O’Neill. No mês seguinte, a estrutura havia desaparecido.

Mencionado na lista, está Frank Halstead, diretor do Observatório Darling, em Duluth Minesota. Em 1° de novembro de 1955, ele estava com a esposa em um trem no Deserto de Mojave quando observou um OVNI em forma de charuto com cerca de 240 metros de comprimento acompanhando um trem sobre uma cordilheira. Então, aproximou-se um disco menor, de talvez 30 metros de diâmetro, com um pequeno domo no topo. Os dois objetos eram bem brilhantes. Após 2 ou 3  minutos, ambos ascenderam direto e desapareceram em 15 ou 20 segundos.

Em junho de 1957, Halstead declarou: "Muitos astrônomos profissionais estão convencidos de que os discos são máquinas interplanetárias… Eu acho que eles vieram de outro sistema solar, mas podem estar usando Marte como uma base."

Cratera Piccolomini (Arte: Edu Oliveira / Imagens: Google)

Em 1959, ele afirmou que seu assistente Raymond Matsuhara e mais 16 pessoas observaram uma linha reta preta no solo da cratera Piccolomini em 6 de julho de 1954. O astrônomo amador Frank Manning também observou esta linha na mesma noite a partir do Observatório Tulane, em New Orleans. Poucos dias depois, a linha desapareceu.

Para ver mais casos de observações de estranhos fenômenos na Lua, leia "Alguém mais está na Lua".

Talvez o caso mais famoso de astrônomo cético que mudou de opinião após pesquisar casos de avistamentos ufológicos é o de J. Allen Hynek. Ele foi consultor da Força Aérea dos Estados Unidos no Projeto Livro Azul, Conduzido pelos militares de 1952 a 1970 para investigar tais casos. Hynek tirou duas fotos de um objeto discoide com um domo através da janela de um avião a 30.000 pés (cerca de 9 quilômetros). Hynek disse que teve que procurar pela câmera sob o assento. Com o avião se movendo a mais de 960 km/h, o objeto o acompanhou por certa distância (entre o momento em que foi notado até o momento em que as fotos foram tiradas.

J. Allen Hynek em cena de  "Contatos Imediatos de Terceiro Grau" (1979); cientista ajudou Steven Spielberg na produção (Foto: arquivo do Blog)

Outro caso curioso aconteceu em entre 20h35 e 21h05 de 14 de novembro de 1964 em San Miguel, na província de Buenos Aires, Argentina. Astrônomos, entre eles, Benito Reyna, diretor do Observatório Adhara, relataram que um objeto avermelhado, alongado e chato cruzou ou céu três vezes em direções de leste a oeste e de oeste a leste. Eles enfatizaram que não poderia ser um satélite por causa das reversões de direção e do fato de que o objeto levou 4 minutos para cruzar o céu – um satélite normal leva 18. Reyna tirou fotos. O objeto também foi descrito como três OVNIs separados seguindo uma rota perpendicular à órbita do balão satélite Echo II e no plano de órbita.

Um grande orbe de luz amarela com uma coloração azul foi visto por astrônomos no Observatório de Astrofísica de Monte Izane, nas Ilhas Canárias, em 22 de junho de 1976. Muitas outras pessoas viram, incluindo a tripulação de uma corveta da marinha espanhola (Armada). O orbe foi visto ao ascender e derramar uma cortina de luz em direção ao chão, iluminando o mar e a areia. A luz parecia subir em espiral deste halo e se mover pela ilha. A luz deixada pelo objeto permaneceu no céu por 40 minutos. Uma foto coloria foi tirada por uma testemunha e liberada posteriormente pelo Exército do Ar (força aérea) da Espanha. "Por um tempo, tenho a visão de que OVNIs são naves extraterrestres, mas é difícil para postos oficiais admitir que algo existe assim como é difícil para a Igreja afirmar que isso ou aquilo é um milagre", disse o comandante aéreo da Ilhas Canárias, Gen. Carlos Cavero.

Estranho objeto esférico registrado pela missão STS-37, do ônibus espacial Discovery, em abril de 1991 (Foto via Revista UFO)

O Dr. Lincoln LaPaz teve pelo menos dois avistamentos, o de um disco e de uma bola de fogo verde, e investigou em segredo relatos semelhantes para a Força Aérea dos EUA no Novo México. Donald Menzel também viu uma bola de fogo verde.

São muitos os exemplos. Um mais antigos a serem bem documentados data de 1878. O astrônomo E. W. Maunder e outros membros do Observatório Real de Greenwich relataram "um estranho visitante celeste", descrito nos relatórios do observatório como um "torpedo" ou "com forma de eixo". Anos depois, Maunder escreveu que ele se parecia exatamente com os novos dirigíveis Zeppelin. O primeiro voo de um Zeppelin ocorreu em 1900.

A lenda urbana de que astrônomos não veem OVNIs é mesmo apenas uma lenda.

Abraços! Watch the Skies!

 

"Se lhe ensinassem que os elfos causam a chuva, toda vez que chovesse, você veria a prova dos elfos."

 

Eduardo Oliveira,

editor

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