Explosão ocorre quando estrela anã suga material de sua companheira. Imagens foram transmitidas pela internet.

Uma nova explosão estelar no céu noturno, chamada nova, está cativando observadores do mundo todo e agora está visível a olho nu, com boas condições de clima e iluminação.

A Nova Delphinus 2013 foi descoberta semana passada pelo astrônomo amador japonês Koichi Itagaki. Ele notou a nova no dia 14 ao observar a constelação do Golfinho (Delphinus) com um telescópio.

O Virtual Telescope Project, um telescópio que transmite imagens ao vivo, observou a nova hoje (19/08/2013). Clique aqui para assistir à transmissão do VTP. O astrofísico Gianluca Masi, que gerencia o VTP, em Ceccano, Itália, está impressionado. "Esta incrível nova está ficando mais brilhante!"

Fotografia da Nova Delphini 2013 feita por Justin Ng, em Singapura em 18/08/2013 (Foto: Juntin Ng)

Astrônomos medem o brilho de objetos no céu noturno por meio da magnitude, na qual objetos mais brilhantes recebem números menores. Números negativos são objetos excepcionalmente brilhantes.

Quando a Nova Delphinus 2013 foi descoberta, sua magnitude deveria ser de aproximadamente +6,8 – colocando-a logo além do que pode ser visto a olho nu, magnitude de +6,5. Ela já era visível por meio de telescópios e binóculos.

Na sexta-feira (16), a situação mudou. A nova estava com magnitude +4,5. Masi suspeita que a magnitude atual seja a mais brilhante que ela irá atingir.

Segundo o astrofotógrafo veterano John Chumack, a nova é "difícil de ver a olho nu a não ser que você esteja em um céu muito escuro e saiba exatamente onde olhar". "Mas esta um uma nova muito brilhante, a maioria não fica acima da 8ª magnitude."

Brilho  Cientistas acreditam que uma nova seja uma explosão estelar que ocorre quando uma estrela anã em um sistema binário tira material de sua parceira, que desencadeia uma grande explosão com o tempo. Ao contrário das supernovas, explosões catastróficas nas mortes estelares, as novas não destroem suas estrelas. Novas não são tão brilhantes como supernovas – que podem temporariamente ter o brilho de 100 bilhões de estrelas normais.

Foto da Nova Delphini 2013 feita por John Chumack em 14/08/2013 a partir de seu observatório em Yellow Springs, Ohio (Foto: John Chumack)

Nos últimos 112 anos, houve 47 novas que ficaram visíveis a olho nu. 26 eram bem escuras e só poderiam ser identificadas com um mapa celeste. Novas tão brilhantes como a Nova Delphini 2013 são mais fáceis de identificar. Desde 1901, houve 13 nesta categoria.

Neste histórico, apenas duas atingiram a magnitude 0 ou mais brilhante, uma a cada 60 anos, sendo a última em 1918.

A nova mais brilhante do últimos anos foi Nova Scorpii, também conhecida como V1280 Scorpii. Seu pico de brilho foi de +3,9, em 4 de fevereiro de 2007.

Nova Cygni ou V1500 Cygni, na constelação do Cisne (Cygnus), a nova mais brilhante dos últimos 70 anos, teve seu maior brilho em 30 de agosto de 1975 com magnitude +1,8, equivalente ao da estela Polaris, a famosa Estrela do Norte. Desde 1901, apenas seis alcançaram este brilho, uma a cada 20 anos.

A nova mais brilhante já registrada foi Nova Aquilae ou V603 Aquilae, que atingiu a magnitude -1,4 – o brilho de Sírius, a estrela mais brilhante do céu noturno – em 9 de junho de 1918.

 

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