A Aerojet Rocketdyne, de Sacramento, Califórnia, completou os testes em um par de motores de abortagem para a cápsula espacial CST-100, em desenvolvimento pela Boeing para o transporte de astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS).

A última fase de testes aconteceu próximo a Mojave, Califórnia, na segunda metade de outubro. Um par de motores, cada um capaz de gerar 39 mil libras de empuxo, foi acionados por 29,7 segundos. Os testes bem sucedidos de desenvolvimento abrem o caminho para testes de qualificação, nos quais cada motor será acionado por 11 segundos – com o dobro dos requisitos de projeto, declarou Kelly George, porta-voz da Boeing.

Desenvolvidos pela Pratt & Whitney Rocketdyne antes da companhia ser adquirida este ano pela Aerojet, os motores propelirão a cápsula e sua tripulação para um local seguro no caso de um infortúnio. Em um lançamento normal, o sistema será carregado até a órbita, onde seu combustível poderá ser usado no resto da missão.

A Space Exploration Technologies Corp. (SpaceX) está trabalhando em um sistema semelhante para sua cápsula Dragon – concorrente da CST-100 no Commercial Crew Program (CCP), programa da NASA que visa desenvolver um táxi para a ISS pro volta de 2017.

Estes sistemas de abortagem são diferentes dos usados no foguete Saturn V, das missões Apollo, e no Space Launch System, que são descartados logo após o lançamento, correndo tudo certo.

Em agosto de 2012, a NASA deu contratos à Boeing, à Sierra Nevada Corp. e à SpaceX para continuar o desenvolvimento de seus conceitos de cápsulas tripuladas, na terceira fase do CCP. A Boeing ficou com o maior: US$ 480 milhões.

Agora a competição é pela quarta e última fase, na qual um voo de demonstração tripulado à ISS poderia acontecer em 2015. Um prêmio para a quarta fase é esperado para setembro.

A NASA quer pelo menos um táxi voando por volta de 2017. Assim ela poderá parar de pagar à Rússia para levar e trazer seus astronautas.

 

SpaceNews

Anúncios