Pesquisa havaiana foi publicada na Nature; assista a vídeo do estudo.Superaglomerado foi batizado de Laniakea.

A Via Láctea é parte de uma rede galáctica muito maior que se pensava, indica estudo publicado ontem (4/9/2014) na Nature. A galáxia está a deriva em um grupo que está na periferia de uma recém-descoberta coleção de aglomerados: o Laniakea (“céu imensurável” em havaiano) contém a massa de 100 trilhões de sóis numa região de cerca de 520 milhões de anos-luz.

Laniakea Supercluster from Daniel Pomarède on Vimeo.

O astrofísico R. Brent Tully, da University of Hawaii em Honolulu, e seus colegas peneiraram dados descrevendo posições e velocidades de mais de 8 mil galáxias para compreender a posição da Via Láctea no espaço. Após compensar o movimento causado pela expansão do universo, a equipe criou uma vista tridimensional de como a gravidade molda a vizinhança galáctica.

O novo mapa revela as fronteiras e a estrutura de teia do Laniakea – nossa galáxia está em uma das linhas desta teia, que alimenta um dos muitos rios galácticos. Estes fluxos convergem em um vale gravitacional a cerca de 200 milhões de anos, próximo a dois aglomerados galácticos massivos: Norma e Centaurus. A gravidade combinada deles parece estar atraindo outras galáxias e aglomerados para o Laniakea, incluindo a Via Láctea.

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