Nave não tripulada fará voo espacial de testes. Veículo será lançado da Guiana Francesa, chegará a 420 km de altitude e pousará no Pacífico.

O Intermediate eXperimental Vehicle (IXV), avião espacial da European space Angency (ESA), está pronto para voar ao espaço e deixou a Holanda rumo à Guiana Francesa ontem (23/09/2014).

Em preparação para sua chegada, o primeiro estágio do foguete Vega, que comportará o IXV, já havia sido levado à plataforma de lançamento. Será o quarto voo do IXV, planejado para meados de novembro.Uma vez que o Vega esteja montado, o IXV será colocado dentro das carenagens protetoras.

IXV sendo colocado em avião Antonov no aeroporto holandês de Schiphol (Crédito: ESA)
IXV sendo colocado em avião Antonov no aeroporto holandês de Schiphol (Crédito: ESA)

O veículo chegará a 420 km de altitude antes de começar a descer. Usando sua aerodinâmica elegante, propulsores  e dois flapes de cauda, ele retornará para a atmosfera como se voltasse de uma órbita baixa.

Os dados coletados pelo IXV durante seu voo supersônico e hipersônico rumo ao pouso com paraquedas no Oceano Pacífico serão muito importantes para o projeto de futuros veículos de reentrada – informações que não podem ser obtidas em um laboratório. A nave reentrará na atmosfera a 120 km da superfície a 7,5 km/s.

A missão toda deve durar cerca de 100 minutos. O Mission Control Centre (MCC), no Advanced Logistics Technology Engineering Centre (ALTEC), em Turin, na Itália, monitorará o veículo durante a missão e coordenará as atividades de todo o segmento de solo, incluindo as estações fixas em Libreville (Gabão) e Malindi (Quênia) e a estação naval no navio de resgate no Pacífico.

Testes extensos em julho e agosto no Technical Centre, da ESA, em Noordwijk, mostram que o veículo pode suportar as condições severas da subida.

A nave foi exposta ao barulho e à vibração que experimentará no lançamento e o choque da separação do Vega – que ocorrerá a 320 km da superfície. Então passou por um check de saúde para assegurar que os sistemas e estruturas não foram afetados.

Uma série de simulações de missão verificaram que o sistema de orientação, navegação e controle e todas as funções gerenciadas pelo computador a bordo estão funcionando bem. Uma simulação incluiu o MCC monitorando a telemetria.

http://www.esa.int/spaceinvideos/content/view/embedjw/405747

Com 5 m de comprimento, 1,5 m de altura e 2,2 de largura, a nave pesa quase 2 toneladas. Espera-se gastar cerca de €150 milhões pelo projeto e desenvolvimento do veículo, equipamento de apoio no solo e segmento em solo (atualização do centro de controle de missão, antena naval, kits de telemetria, rede de comunicações), qualificações e operações de missão. Estão inclusos os gastos relacionados ao navio de resgate mas não os do Vega.

A principal empreiteira pelos segmentos espaciais e em solo é a Thales Alenia Space Italia, integrando competências de cerca de outras 40 empresas, universitades e institutos de pesquisa europeus. Os membros Estados que apoiam a missão primariamente são Itália (de onde veio a maior parte do financiamento), França, Suíça, Espanha, Bélgica, Irlanda e Portugal. Apoio complementar à missão é dado por outros Estados como Alemanha e Holanda.

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