Planos de observação foram alterados após anúncio inicial. Kepler observa sistema desde dezembro de 2016

Em 22 de fevereiro, astrônomos anunciaram que a estrela anã TRAPPIST-1 é orbitada por sete planetas com tamanho próximo ao terrestre – descoberta feita pelo Spitzer Space Telescope, da NASA, e vários telescópios em solo. O telescópio espacial Kepler, também da NASA, projetado para descobrir exoplanetas, também vem observando o sistema, desde dezembro 2016. A partir de hoje, estes dados estão disponíveis para a comunidade científica.

“Astrônomos descobrem sete exoplanetas rochosos orbitando a mesma estrela”, 23/02/2017

“Cientistas e entusiastas ao redor do mundo estão aplicados em aprender tudo o que podem sobre estes sete mundos do tamanho da Terra”, disse Geert Barentsen, cientista de pesquisa da missão K2 no Ames Research Center, da NASA, em Moffett Field, Califórnia. “Fornecer os dados brutos tão rapidamente quanto possível era uma prioridade para dar aos investigadores um olhar inicial para que pudessem definir melhor seus planos de prosseguimento de pesquisa. Estamos emocionados pois isso também permitirá que o publico testemunhe o processo de descoberta.”

A liberação destes dados brutos e não-calibrados auxiliará astrônomos a preparar propostas ainda este mês para usar telescópios da Terra no próximo verão para investigar melhor TRAPPIST-1. Pelo fim de maio, o processamento de rotinas dos dados estará completa e os dados totalmente calibrados serão disponibilizados a público.

O período de observação, conhecido como K2 Campaign 12, fornece 74 dias de monitoramento. Este é o conjunto de observações mais longo e quase contínuo de TRAPPIST-1 até agora e dá aos pesquisadores uma oportunidade de estudar mais a interação gravitacional entre os sete planetas e a buscar por possíveis planetas ainda não descobertos.

Mudança de planos  TRAPPIST-1 não esteve sempre no radar. Na verdade, as coordenadas iniciais para a porção do céu definidas como Campaign 12 foram estabelecias em outubro de 2015 – antes da descoberta dos planetas – e o telescópio Kepler teria perdido por pouco a região do espaço onde estão a estrela anã e seus planetas.

Mas quando a descoberta de três planetas em TRAPPIST-1 foi anunciada, em maio de 2016, as equipes da NASA e da Ball Aerospace rapidamente refizeram os cálculos e reescreveram e retestaram os comandos que seriam programados no sistema operacional da espaçonave para realizar um ligeiro ajuste de apontamento para a Campaign 12. Em outubro de 2016, Kepler estava pronto e aguardando para começar o estudo do sistema na constelação de Aquário.

“Demos sorte de a missão K2 ter sido capaz de observar TRAPPIST-1. O campo de observação da Campaign 12 estava configurado quando a descoberta dos primeiros planetas orbitando TRAPPIST-1 foi anunciada e a comunidade científica já havia proposto alvos de interesse específicos naquele campo”, disse Michael Haas, diretor do escritório científico das missões Kepler e K2 no Ames. “A oportunidade inesperada de estudar mais o sistema TRAPPIST-1 foi rapidamente reconhecida e a agilidade doa equipe do K2 e da comunidade científica prevaleceu de novo.”

Os aprimoramentos adicionados às medições anteriores dos planetas conhecidos e quaisquer planetas adicionais que possam ser descobertos nos dados do K2 ajudarão astrônomos a planejarem-se para os estudos dos mundos de TRAPPIST-1 usando o James Webb Space Telescope, telescópio espacial da NASA ainda a ser lançado.

Durante a Campaign 12, um evento de raios cósmicos causou um reset do software embarcado na nave, criando uma lacuna de cinco dias na coleta de dados. Foi a quarta ocorrência de suscetibilidade a raios cósmicos desde o lançamento do Kepler, em março de 2009. A nave permanece saudável e operando normalmente.

O centro Ames gerencia as missões Kepler e K2 para o Science Mission Directorate, da NASA. O Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia, gerencia o desenvolvimento da missão Kepler. A empresa Ball Aerospace & Technologies Corp.opera o sistema de voo com apoio do Laboratory for Atmospheric and Space Physics da University of Colorado, em Boulder.

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