Satélite em órbita polar estudará trânsito de exoplanetas. Cheops é resultado de parceria entre ESA e consórcio com dez nações.

Um foguete Soyuz operado pela Arianespace em Kourou, Guiana Francesa, lançará um satélite para pesquisa de exoplanetas da European Space Agency (Agência Espacial Europeia, ESA). A Arianespace confirmou que fornecerá os serviços de lançamento e a ESA assinará o contrato nas próximas semanas.

A data exata do lançamento ainda deve ser confirmada, mas espera-se que o Characterising Exoplanet Satellite (Satélite Caracterizador de Exoplanetas, Cheops) esteja pronto para ser enviado a Kourou no fim de 2018. O Cheops dividirá a carona com outra carga e, após a ascensão, elas se separarão e cada uma seguirá para sua órbita.

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Primeiro lançamento de Soyuz da Arianespace em Kourou, 2011 (Foto: ESA / CNES / Arianespace)

Os alvos do Cheops serão estrelas brilhantes próximas que já sabemos que possuem planetas. Pelo monitoramento de grande precisão do brilho de uma estrela, cientistas examinarão o trânsito de um exoplaneta, quando ele oculta parcial e brevemente a estrela. Isso permite que o raio do planeta seja medido com precisão e, para planetas com massa conhecida, também podemos conhecer sua densidade, dando indicações de sua estrutura.

Estes pontos chave nos ajudarão a entender a formação de planetas com massa entre a terrestre e a netuniana. A missão também contribuirá para ideias sobre como planetas mudam de órbita durante sua formação e evolução.

O Cheops também identificará alvos para estudos habitabilidade usando futuros telescópios no solo e no espaço, incluindo o James Webb Space Telescope (Telescópio Espacial James Webb), da NASA, com lançamento marcado para 2018.

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Concepção artística do Cheops (Foto: ESA-C. Carreau)

O satélite – construído em pareceria entre a ESA e um consórcio de 10 países liderado pela Suíça – orbitará a 700 km de altitude a cerca de 98° do equador. Ao circular a Terra de polo a polo, seguirá o terminador (a “linha cinza”, que separa dia e noite) de forma que estará sempre diretamente sobre o nascer ou o pôr-do-sol.

Esta órbita oferece temperaturas estáveis e iluminação solar constante, mantendo os painéis solares iluminados e minimizando os efeitos de luz dispersa indo para dentro do telescópio.

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